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12/02/2007 - 14h26

Semana da moda de Londres: pesquisa diz que modelos são tristes e solitárias

Por Ana Maria Echeverría=(FOTOS)= LONDRES, 12 fev (AFP) - Champanhe, glamour, salários milionários e festas luxuosas: a vida das modelos é, apesar disso tudo, triste e solitária, revela um estudo publicado nesta segunda-feira, no segundo dia da Semana da Moda de Londres, onde cerca de 50 estilistas apresentam suas coleções de outono-inverno 2007-08, entre eles os estilistas brasileiros Issa e Bruno Basso, que forma com o britânico Christopher Brooke a dupla Basso & Brooke.

As modelos são menos felizes e gozam de menos satisfações que as pessoas que exercem outras profissões, concluíram os pesquisadores da Universidade de Londres.

Além disso, as modelos - que despertam inveja de milhares de adolescentes, que se forçam a fazer dietas rigorosas para ter sua silhueta magérrima e às vezes até morrem por isso - sofrem de uma baixíssima auto-estima.

"Estes resultados não querem dizer que as modelos sofram de perturbações psicológicas, mas são, no entanto, elementos preocupantes e apontam para um problema sério", explicou Bjorn Meyer, um dos pesquisadores da Universidade londrina.

Uma jovem modelo, respondendo à pergunta da AFP sobre se era feliz, respondeu: "estou aqui desde as 6 da manhã, acompanhada apenas por cabeleireiros, maquiadores, costureiros. E você vem me falar de felicidade?"

Além disso, a Semana da Moda de Londres foi mais uma vez agitada pelo debate sobre a magreza extrema de algumas modelos, que os especialistas apontam como culpadas pelo número cada vez maior de mulheres que sofrem de distúrbios alimentares.

Em frente ao museu de História Natural de Londres, onde foi montado um grande toldo para os desfiles, um pequeno grupo de manifestantes protestou neste domingo porque Londres não segue o exemplo de Madri e Milão, que proibiram modelos magras demais em suas passarelas.

O Conselho britânico da Moda (BFC, na sigla em inglês), organizador do evento londrino, se limitou a insistir para que as modelos sejam "saudáveis", sem definir o que entende por esse termo.

Enquanto isso, os estilistas continuam revelando nesta segunda-feira as cores, os tecidos e os volumes que dominarão a próxima temporada de outono-inverno.

A segunda-feira foi a vez da casa Noir e do estilista Peter Jensen, que optaram por cores escuras. O desfile da Noir foi dominado pelo branco e pelo preto, com um toque esporádico de vermelho ou de veludo turquesa.

Também adepto dos tons escuros, Jensen exibiu casacos muito volumosos e saias em forma de balão.

Intitulada "Reflexão", a coleção do dinamarquês Peter Ingwersen levou em conta a crescente sensibilidade com a "roupa ética", que favorece tecidos que apóiam o desenvolvimento sustentado no Terceiro Mundo.

Os desfiles mais esperados da Semana londrina, que termina na sexta-feira, são os de Julien Macdonald, Giles Deacon e de Marc Jacobs, que pela primeira vez desfilará em Londres.

Ainda apresentarão suas coleções o brasileiro Issa, a dupla britânica-brasileira Basso&Brooke, a supermodelo Kate Moss, o grego Marios Schwab, que veste várias estrelas, e o sino-português John Rocha.

Além destes, outros 200 estilistas se instalaram em um grande salão de exposições para apresentar seus modelos e acessórios.

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