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14/02/2007 - 18h22

Debate sobre aquecimento global toma conta de Washington

WASHINGTON, 14 fev (AFP) - Parlamentares do mundo todo se reuniram nesta quarta-feira em Washington para discutir um novo pacto que suceda o Protocolo de Kyoto na luta contra o aquecimento global e que teria, enfim, a adesão de Estados Unidos e China.

A chanceler alemã, Angela Merkel, que falou na Assembléia reunida no Senado americano por intermédio de um vídeo pré-gravado, garantiu que está decidida a avançar nesta matéria durante sua presidência temporária no G-8, que ela assumiu este ano.

A reunião em Washington constitui "um foro único", segundo ela, para solucionar o problema por meio do debate entre parlamentares dos países do G-8 (Alemanha, Japão, Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Grã-Bretanha, mais a Rússia) e das cinco grandes economias em desenvolvimento (Brasil, China, Índia, México e África do Sul).

Os participantes querem chegar a uma posição comum, para apresentá-la na quinta-feira à chanceler alemã, ao término dos debates.

Merkel declarou que as provas científicas atuais não deixam "sombra de dúvida" sobre o fato de que a mudança climática é uma realidade produzida pelo homem e que pode causar um desastre irreversível, se nenhuma medida for tomada logo.

Após uma reunião inaugural no meio do ano passado em Bruxelas, o fórum de Washington é a segunda tentativa informal dos legisladores para traçar as diretrizes gerais de um novo pacto sobre a mudança climática, destinado a substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

O governo republicano do presidente americano, George W. Bush, se negou a adotar este protocolo, alegando que seria prejudicial à economia nacional e que seus fundamentos científicos não eram sólidos.

"Não resta dúvida de que os Estados Unidos demoraram a desempenhar um papel motivador neste assunto", admitiu o novo presidente da Comissão de Energia do Senado, Jeff Bingaman, assegurando que tentará "corrigir" essa lentidão.

Também ficaram de fora de Kyoto Índia e China, que constrói uma nova central elétrica a carvão por semana para sustentar seu desenvolvimento econômico.

Os participantes destacaram ainda que o desmatamento, como o que se observa no Brasil, por exemplo, contribui em cerca de 20% para as alterações climáticas.

No encontro, Ye Rutang, ex-ministro chinês encarregado da Construção Urbana e Rural, comentou que a mudança climática "está fundamentalmente ligada ao desenvolvimento".

Segundo ele, seu país deve transformar este tema "em uma séria prioridade (...), de acordo com sua estratégia de desenvolvimento sustentável", enfatizando o uso de tecnologias mais eficazes e limpas e criando novos bosques no território.

Em seu pronunciamento, a chanceler alemã destacou que o uso de uma energia mais eficaz e de recursos renováveis permitirá aos países ocidentais reduzir sua dependência em relação ao petróleo do Oriente Médio, o que é uma prioridade do programa energético de Bush.

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