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14/02/2007 - 09h03

Onze mortos em atentado contra ônibus do Exército ideológico do Irã

Por Siavosh Ghazi TEERÃ, Irã, 14 fev (AFP) - Onze pessoas morreram e várias ficaram feridas na manhã desta quarta-feira na explosão de uma bomba na passagem de um ônibus dos Guardiães da Revolução, o Exército ideológico do regime iraniano, em Zahedan (sudeste), no primeiro grande ataque contra militares da República Islâmica executado por extremistas.

"Na explosão desta manhã em Zahedan, 11 pessoas viraram mártires em uma ação irracional", disse o comandante militar local Ghassem Rezai.

A bomba, que estava dentro de um veículo da marca Paykan, explodiu na passagem de um ônibus que transportava funcionários da base Mir-Mohseni das forças terrestres dos Guardiães da Revolução, segundo testemunhas citadas pela agência Irna.

Vários criminosos, que circulavam em motos, abriram fogo com metralhadoras contra o ônibus, que foi obrigado a frear, antes de detonar a bomba à distância.

De acordo com a Isna, um dos criminosos foi detido com a ajuda da população local.

Esta é a primeira vez que um ataque de tal magnitude é executado em plena cidade contra militares iranianos por parte de um grupo extremista.

Conhecida por ser uma região de contrabando de entorpecentes, a província onde se encontra Zahedan, Sistão-Balushistão, na fronteira com o Paquistão e Afeganistão, tem sido cenário nos últimos meses de vários ataques e seqüestros, atribuídos aos partidários de Abdolmalek Righi, que dirige o grupo sunita extremista Yundollah (Soldados de Deus), ligado aos talibãs afegãos.

A província tem uma importante minoria sunita em um país no qual 90% dos 70 milhões de habitantes são xiitas.

Os sunitas também se concentram em outras duas províncias vizinha, Khuzistão e Curdistão.

O Yundollah seqüestrou em dezembro de 2005 nove soldados perto da fronteira com o Paquistão, antes de libertar oito deles e matar o nono.

Em março de 2006, o grupo matou 22 pessoas que circulavam em um veículo por uma estrada próxima ao Paquistão.

Dois meses depois, o grupo assassinou 12 passageiros de quatro veículos na província de Kerman, também sudeste do país.

O último atentado havia acontecido um dia antes das eleições locais de 15 de dezembro no país, com um carro-bomba que deixou um morto em Zahedan.

O governo, por sua parte, executou em novembro do ano passado seis membros do grupo Yundallah nas cidades de Zahedan e Iranshahr.

As autoridades iranianas acusam Grã-Bretanha e Estados Unidos de apoiar os rebeldes ligados às minorias étnicas nas fronteiras da República Islâmica, tanto no Sistão-Balushistão, como no Khuzistão e Curdistão, ambas limítrofes com o Iraque, onde vivem grupos árabes e curdos, respectivamente.

Pelo menos sete pessoas foram executadas nos últimos meses em Ahvaz, Khuzistão, pelos atentados de janeiro de 2006 que mataram oito pessoas e deixaram 45 feridos.

O ministro iraniano da Informação, Gholamhossein Mohseni Ejeie, declarou no dia 8 de fevereiro que os serviços secretos identificaram uma centena de espiões que pretendiam entregar informações militares e políticas aos Estados Unidos e Israel.

"As pessoas operavam nas regiões fronteiriças do Irã", disse.

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