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19/02/2007 - 17h13

Televisão traz mais riscos para as crianças do que se pensava, alerta cientista

LONDRES, 19 fev (AFP) - Assistir à televisão pode prejudicar mais as crianças do que se pensava anteriormente, pois aumenta o risco de que desenvolvam problemas de visão, obesidade, puberdade prematura e até mesmo autismo, alerta um cientista em um novo estudo publicado na edição desta segunda-feira da revista científica Biologist.

O estudo concluiu que restringir o tempo durante o qual as crianças assistem à TV pode se tornar uma prioridade sanitária e pode ajudar a economizar dinheiro do serviço de saúde britânico.

Segundo o artigo, assistir à televisão inibe a produção do hormônio melatonina, que afeta o sistema imunológico, o ciclo de sono e a ativação da puberdade.

Níveis mais baixos de melatonina podem ser a causa de as meninas chegarem à puberdade muito antes do que ocorria nos anos 1950, segundo o estudo realizado pelo psicólogo Aric Sigman. Também são a causa do aumento da média de peso delas.

Segundo o especialista, níveis baixos de melatonina também podem tornar mais provável que o DNA celular produza mutações cancerígenas.

O estudo também demonstrou que o risco de desenvolver mal de Alzheimer aumenta a cada hora extra diária de exposição à televisão entre pessoas com idades entre 20 e 60 anos.

O hábito de assistir TV está associado com padrões de sono irregulares entre crianças e aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2.

"Em vista da total exposição da população a este fator ambiental, é mais que intrigante considerar quão pouca conscientização e ação resultou", disse Sigman.

Sigman disse ainda ser "particularmente desconcertante" que alguns acadêmicos tenham feito alertas contra reações exageradas a estas descobertas, alertando que ignorá-los seria "no fim como sermos responsáveis pelo maior escândalo sanitário do nosso tempo".

Sigman, autor do livro "Remotely Controlled: How Television Is Damaging Our Lives", pediu ao governo britânico que considere o problema "urgentemente".

Ele propôs evitar que as crianças menores assistam à televisão e só sejam apresentadas a ela mais tarde e "ponderadamente".

Uma criança britânica de seis anos passará um ano inteiro assistindo à televisão em sua vida, e metade das crianças de três anos têm televisão no quarto, afirmou.

"Permitir às crianças que continuem a assistir tanta televisão é uma abdicação da responsabilidade parental, é realmente abrir mão de ser pai e mãe", concluiu Sigman.

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