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25/02/2007 - 17h26

Uma expedição alemã revela a biodiversidade ameaçada sob o gelo da Antártida

=(INFOGRAFÍA)= PARIS, 25 fev (AFP) - Uma expedição oceanográfica dirigida por cientistas alemães analisou a flora e a fauna marinha na vasta porção do oceano glacial Antártico, até agora cobertas pelo gelo, e constatou os primeiros indícios de modificação dos ecossistemas locais.

O barco Polarstern, do Instituto alemão de Pesquisas Polares e Marinha Alfred Wegener, percorreu durante dez semanas uma superfície de 10.000 km2, protegida durante milhares de anos pelo gelo.

Esta zona, situada na costa leste da península Antártida, foi aberta à navegação pelo afundamento das plataformas de gelo Larsen A (desaparecida há 12 anos) e Larsen B (desaparecida há 5 anos). A expedição do Polarstern é uma das treze que serão realizadas para inventariar a biodiversidade deste oceano glacial durante o Ano Polar Internacional, que será inaugurado oficialmente em 1o. de março, em Paris.

Os 52 biólogos a bordo do barco recolheram umas mil espécies diferentes, que em boa parte resultarão ser completamente novas, destacaram os organizadores da expedição em um comunicado.

"O que a expedição descobriu é apenas a ponta do iceberg", afirmou o australiano Michael Stoddart, chefe do projeto de Inventariado da Vida Marinha Antártica (CAML).

As diversas expedições durante o Ano Polar Internacional vão esclarecer como as variações climáticas afetam as espécie relacionadas com o gelo nesta região, acrescentou Stoddart, citado no comunicado.

Os cientistas enfatizaram que os fundos marinhos das zonas Larsen A e B eram menos ricas em vida animal, com apenas 1% da abundância que existe no solo dos mares livres de gelo.

De fato, a expedição observou que as espécies se moviam a pouca profundidade, como no caso dos crinóides (lírios do mar), ouriços e holoturóides, que geralmente vivem a 2.000 metros.

O grupo de cientistas também comprovou a rápida colonização desses fundos marinhos por parte de ascídeos, pequenos animais gelatinosos.

"Está claro que rapidamente vai ocorrer uma mudança na biodiversidade da zona Larsen e que desaparecerá o único ecossistema adaptado à vida sob o gelo, apesar de ainda faltar analisar com atenção nossos dados para determinar se poderão ser utilizados como previsões", considerou Julian Gutt, chefe científico da expedição.

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