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05/03/2007 - 14h30

FAO se declara preocupada com esgotamento de recursos pesqueiros no alto-mar

ROMA, 5 mar (AFP) - A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) manifestou nesta segunda-feira sua "série preocupação" com o estado de determinadas espécies de peixes migratórios e de alto-mar e pediu que se fomente a ordenação da pesca nas águas internacionais.

Em um relatório, a FAO reconheceu que a proibição de populações de peixes que se consideram superexploradas ou esgotadas permaneceu estável durante os últimos 15 anos.

No entanto, denuncia a situação de espécies pescadas total ou parcialmente em regiões de alto-mar - fora das jurisdições nacionais -, que correm sérios perigos.

As denominadas 'espécies transzonais' estão na lista das que correm o risco de desaparecer.

Tais espécies atravessam regularmente as fronteiras marítimas nacionais e as águas internacionais, juntamente com os tubarões oceânicos.

"Mais da metade dos tubarões migratórios e 66% das populações de peixes transzonais e de alto-mar estão superexplorados o esgotados", sustenta o relatório da FAO.

Entre estas espécies "se incluem a merluza branca, o bacalhau do Atlântico, o mero, o olho-de-vidro, o tubarão-elefante e o atum vermelho", segundo a entidade.

"A captura nos oceanos alcançaram seu teto máximo, o que evidencia a necessidade de uma ordenação da pesca mais prudente e eficaz para recuperar populações de peixes esgotadas e evitar o decline das que se encontram exploradas no limite", advertiu Ichiro Nomura, diretor-geral adjunto da FAO e encarregado do departamento de pesca.

O informe recomenda o reforço das organizações regionais de ordenação pesqueira (OROP), assim como as instituições multilaterais criadas pelos governos para promover a cooperação internacional em matéria de ordenação pesqueira.

"A falta de compromisso político por parte dos membros de algumas OROP e as posturas intransigentes em seu seio obstaculizaram ou inclusive bloquearam totalmente os esforços para responder o desafio da conservação e da gestão adequada dos recursos", ressaltou o documento.

A reforma das OROP será objeto de debate durante uma reunião internacional que será celebrada na sede da FAO, em Roma, entre 5 e 9 de março.

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