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06/03/2007 - 18h31

Cientistas americanos reconstroem propagação da gripe aviária a partir da China

WASHINGTON, 6 mar (AFP) - Cientistas americanos reconstruíram a evolução da gripe aviária e sua propagação na última década, a partir de suas primeiras origens no sul da China, segundo um novo estudo.

Uma equipe de estudiosos da Universidade Irvine, da Califórnia, combinaram dados genéticos e geográficos sobre o vírus H5N1, identificando muitas das rotas migratórias por onde as várias cepas se espalharam pela Ásia e, depois, pelo mundo.

Saber como as cepas do vírus da gripe aviária podem se desenvolver e migrar ajudará no combate à disseminação da doença, ressalta o estudo publicado na edição desta terça-feira da publicação Proceedings of the National Academy of Science.

"Se é possível controlar o vírus em sua fonte, é possível controlá-lo de forma mais eficaz", disse Walter Fitch, professor de Ecologia e Biologia Evolutiva da Escola de Ciências Biológicas e co-autor do estudo.

Os cientistas descobriram que múltiplas cepas do vírus se originaram na província de Guangdong (sul) e, depois, viajaram para fora da região.

"Com um mapa de onde as cepas migraram, é mais fácil isolar a cepa que se deve usar para produzir uma vacina", explicou Fitch.

A pesquisa foi a primeira análise estatística da disseminação geográfica da doença que matou mais de 160 pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Das 192 amostras recolhidas da Europa e da Ásia, os cientistas descobriram que Guangdong, que sedia uma grande indústria aviária, foi a fonte de muitas das cepas H5N1 que em seguida se espalharam pela Ásia e outros países.

As cepas que se desenvolveram no sudeste da Ásia ficaram, na maior parte, confinadas a áreas locais.

"A habilidade de desenvolver a mutação certa permite ao vírus saltar de um hospedeiro para o próximo", disse Robert Wallace, que chefiou o estudo.

"Ao se espalhar por uma grande área, o vírus em essência pode fazer múltiplas experiências em locais diferentes, aumentando a probabilidade de sofrer mutação para adotar uma forma capaz de ser transmissível entre humanos", continuou.

Autoridades sanitárias mundiais se preocupam de que o vírus possa sofrer uma mutação que o torne capaz de passar de um ser humano a outro e alertaram que se isto acontecer, poderá haver uma pandemia global.

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