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06/03/2007 - 17h04

Novo estudo pede cautela na aprovação da circuncisão como fator de combate à

Aids PARIS, 6 mar (AFP) - Os primeiros dados de um teste feito em Uganda mostram que as autoridades precisam ser prudentes ao incluir a circuncisão entre suas estratégias para combater a Aids, advertiram cientistas nesta terça-feira.

No ano passado, três estudos revolucionários realizados na África revelaram que a circuncisão masculina reduzia pela metade o risco de o homem ser infectado pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida (HIV).

Esta descoberta despertou a esperança de que a guerra de 25 anos contra a Aids na África pudesse ser revertida com uma cirurgia simples e barata.

Mas um novo teste, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, explorou um ângulo diferente da estratégia da circuncisão para ver se os homens com o HIV e circuncidados são menos propensos a infectar suas parceiras femininas.

Cientistas dos Estados Unidos e de Uganda estão acompanhando 997 homens infectados com o HIV em Rakai, Uganda. Alguns deles foram circuncidados, enquanto outros não foram submetidos à cirurgia para fornecer dados de comparação.

No começo do estudo, uma proporção de voluntários dos dois grupos não infectou suas companheiras estáveis, que também foram acompanhadas e monitoradas.

No entanto, uma revisão na marca de seis meses do estudo com 70 casais do grupo "circuncidado" demonstrou que 11 mulheres foram infectadas. Entre 54 casais do grupo "não circuncidado", quatro mulheres foram infectadas.

Embora o estudo ainda esteja sendo realizado e os dados não sejam considerados conclusivos, os cientistas se dizem preocupados, já que muitas infecções foram transmitidas pelos homens que fizeram sexo antes de totalmente recuperados da cirurgia. Isto significa que, antes de a circuncisão possa ser usada universalmente como uma estratégia de prevenção, tanto homens quanto mulheres precisam estar totalmente conscientes de que precisam se abster de relações sexuais por cerca de um mês até que o pênis tenha se recuperado, afirmaram os cientistas.

"Precisamos insistir na precaução para proteger as mulheres no contexto de qualquer futuro programa de circuncisão masculina", advertiu a chefe do estudo, Maria Wawer, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg.

"As mulheres já são a maioria entre as pessoas que vivem com Aids na África e estes resultados demonstram que elas também precisam ser alertadas sobre os riscos e benefícios da circuncisão masculina", ressaltou em comunicado.

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