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07/03/2007 - 18h13

Mapeamento revela que genes cancerígenos são mais numerosos do que se pensava

PARIS, 7 mar (AFP) - O maior mapeamento genético já feito sobre mutações no DNA responsáveis pelo câncer sugere que um número muito maior de genes pode estar implicado no desenvolvimento da doença do que se pensava, segundo um estudo que será publicado nesta quinta-feira.

Um consórcio internacional de cientistas seqüenciou mais de 500 genes suspeitos de desempenharem um importante papel no aparecimento ou na disseminação do câncer.

O câncer é provocado por mutações nos genes. Estas mutações fazem com que as células se proliferem em um tumor, embora leve anos antes de o problema ser aparente, quando um tumor pode ser formado por bilhões de células.

Os cientistas analisaram especificamente as anomalias nos genes das proteínas denominadas quinase, que são como interruptores que controlam o comportamento das células, como a divisão celular.

Em uma pesquisa com 518 genes da quinase envolvidos em 210 cânceres, eles encontraram mais de 1.000 destas mutações.

Algumas destas eram mutações, denominadas "driver" (condutor), são responsáveis pelo aparecimento do tumor ou ajudaram a se desenvolver; outras, chamadas "passenger" (passageiro) são produto da multiplicação defeituosa das células e não desempenham um papel importante na doença.

Distinguir o primeiro tipo de células nocivas do segundo tipo, aparentemente inofensivo, será o próximo grande passo, pois identificará o comportamento molecular do câncer.

Mas a equipe já acredita que cerca de 120 dos genes estudados pertençam ao primeiro tipo.

Segundo Andy Futreal, do Instituto Trust Sanger, da Grã-Bretanha, grande parte das mutações pertencem ao segundo tipo.

"No entanto, encobertos entre elas estão números muito maiores de mutações do primeiro tipo do que anteriormente divulgado. Isto sugere que muito mais genes contribuam para o desenvolvimento do câncer do que se pensava", acrescentou.

As mutações também dão uma idéia da causa primordial do câncer.

Seus padrões fornecem uma assinatura no DNA, perpetuada no código genético, que apontam para danos causados pela luz solar ou por substâncias químicas cancerígenas presentes no tabaco. Outros fatores, no entanto, continuam um mistério.

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