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08/03/2007 - 10h07

Corrupção e erros na guerra contra o Hezbollah afundam Olmert na impopularidade

Por Patrick Anidjar=(FOTOS ARQUIVO)= JERUSALÉM, 8 mar (AFP) - O índice de popularidade do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, considerado um dos responsáveis pelos erros da guerra contra o Hezbollah no Líbano e envolvido em escândalos financeiros, é cada vez menor e fez surgir a possibilidade de eleições antecipadas.

Uma pesquisa publicada na edição desta quinta-feira do jornal Yediot Aharonot mostra que apenas 2% dos israelenses consideram Olmert, 61 anos, digno de confiança. Outra pesquisa, divulgada pelo canal de televisão "10", indica que 72% das pessoas entrevistadas consideram que o premier deve abandonar o cargo.

Nenhum primeiro-ministro havia registrado índices tão ruins na história de Israel.

Segundo os analistas, a situação de Olmert lembra a grande crises de confiança depois da guerra árabe-israelense de 1973, que obrigou Golda Meir, a chefe de Governo da época, a renunciar por causa da falta de preparo do Exército para enfrentar a ofensiva lançada por Egito e Síria.

No entanto, Golda Meir não chegou em nenhum momento a registrar níveis tão ruins de popularidade.

Entre os motivos destacados para justificar a queda de Olmert figuram, em primeiro lugar, as falhas na guerra contra o Hezbollah xiita no Líbano de 12 de julho a 14 de agosto de 2006, assim como os vários escândalos financeiros que envolvem o premier.

Os casos de corrupção deterioraram a confiança da opinião pública em Olmert, que assumiu o governo em maio de 2006, depois da vitória de seu partido, Kadima, nas eleições legislativas de março. Ehud Olmert soube capitalizar a popularidade de seu antecessor, Ariel Sharon, que está em coma há mais de um ano.

No entanto, a incapacidade do Exército de impedir os disparos de foguetes do Hezbollah contra o território israelense e o fracasso do governo em garantir a proteção dos civis do norte de Israel mudaram radicalmente a situação.

Segundo os comentaristas políticos, o futuro político de Olmert pode depender das conclusões de uma comissão de inquérito que serão divulgadas na próxima semana.

No entanto, 57% dos israelenses desejam a convocação de eleições antecipadas antes mesmo de tomar conhecimento do relatório da comissão.

De acordo com Akiva Eldar, analista do jornal Haaretz, a única coisa que pode salvar Olmert é um progresso diplomático com os palestinos graças a uma iniciativa dele. "Ele deve mudar de estratégia na questão israelense-palestina, esperando que a opinião pública dê algum respiro", disse.

Neste contexto, Olmert se reunirá nos próximos dias em Jerusalém com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, quase um mês depois de um encontro que não gerou nenhum resultado concreto.

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