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14/03/2007 - 19h18

Futuro do carvão está em captação e armazenamento de gases de carbono

(especialistas) WASHINGTON, 14 mar (AFP) - Os Estados Unidos deverão acelerar seus esforços para armazenar gases de carbono debaixo da terra para manter viável o uso do carvão como fonte de energia frente à crescente preocupação com o aquecimento global, informou nesta quarta-feira um painel de especialistas reunido em Washington.

Um estudo de cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) concluiu que o carvão, o principal combustível para se obter eletricidade nos Estados Unidos e na China, pode continuar sendo uma fonte de energia atraente desde que se resolva o problema da emissão de gases de efeito estufa.

O informe, intitulado "O futuro do carvão: opções para um mundo com limitações ao uso do carbono", assume que eventualmente serão impostos alguns limites ao dióxido de carbono, principalmente na forma de um teto ou de um imposto sobre as emissões.

Os ambientalistas consideram que o carvão é o maior culpado pelo aquecimento global, devido às suas elevadas emissões de dióxido de carbono.

Mas ao mesmo tempo, o carvão resolve quase a metade das necessidades de eletricidade dos Estados Unidos e dois terços das da China, visto que custa menos que a maioria das alternativas energéticas e que os dois países têm vastos recursos próprios.

O estudo concluiu que não há obstáculos para "a captação e o depósito de gases de carbono", isto é, o armazenamento subterrâneo de dióxido de carbono.

No entanto, John Deutch, cientista do MIT, co-autor do estudo e ex-diretor da CIA (central de inteligência americana), disse que não há experiência prática suficiente com o depósito de carvão para torná-lo comercialmente viável.

O estudo sustenta que os programas governamentais de "carvão limpo" estão subfinanciados e pede a criação de três a cinco usinas de carvão capazes de captar e armazenar todas as emissões de dióxido de carbono.

Esta tecnologia aumentaria em cerca de 50% o custo total de eletricidade e aproximadamente em 25% os custos para o público, concluiu o painel.

Mas ainda permitiria ao carvão competir com outras fontes de energia, como a nuclear e o gás natura, assumindo que as emissões de carvão sejam limitadas ou taxadas.

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