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20/03/2007 - 17h01

Descoberto dinossauro que vivia em tocas

PARIS, 20 mar (AFP) - Caçadores de fósseis encontraram restos de pequenos dinossauros em uma toca: uma descoberta que implica que os seres pré-históricos possuíam um hábitat natural maior do que se pensava até agora.

A nova espécie, que teve seus ossos fossilizados e seu abrigo subterrâneo encontrados no sudeste de Montana, nos Estados Unidos, foram denominados Oryctodromeus cubicularis, uma mistura de grego e latim, que significa "escavador de cova."

O solo da descoberta remete à metade do período Cretáceo, entre 135 e 115 milhões de anos atrás.

"(É) o primeiro traço e evidência fóssil de comportamento de cavação em um dinossauro", afirmou o trio de pesquisadores americanos e japoneses.

O estudo será publicado na quarta-feira no Proceedings of the Royal Society B, revista da academia de ciências britânica.

A toca, preenchida com sedimentos, revestindo um túnel sinuoso de mais de dois metros de comprimento e 70 centímetros de largura, é similiar aos buracos feitos hoje por hienas e papagaios-do-mar.

O corredor termina em uma câmara, onde foram encontrados os restos dos esqueletos de um animal adulto e dois jovens. O focinho, a cintura escapular e a pélvis têm o formato dos ossos encontrados em espécies tipicamente cavadoras.

Com base na coluna vertebral preservada, o adulto deveria medir em torno de 2,1 metros, do focinho à cauda, com um peso entre 22 e 32 quilos, o que o tornaria pequeno na escala dos dinossauros.

Os autores da descoberta, chefiados por David Varricchio, da Montana State University, declarou que a habilidade de cavar ajudaria dinossauros pequenos a sobreviver em climas extremos.

Ao contrário dos mamíferos, répteis não conseguem regular a temperatura de seus corpos. Além disso, no deserto, uma toca seria uma boa proteção para o calor, enquanto que em regiões polares ou montanhas geladas, o manteria aquecido.

Os cientistas especulam que os cavadores poderiam ter sobrevivido, por pouco tempo, à extinção dos dinossauros.

A teoria que prevalece é que, há 65 milhões de anos, um asteróide ou cometa teria caído na Terra, provocando um véu denso de poeira e congelando o planeta, matando a vegetação que alimentava os dinossauros.

O fim do período Cretáceo tornou o planeta adequado para animais semelhantes a aves e outras espécies que se desenvolveram sem a presença dos antigos predadores ou encontraram um nicho no clima subitamente modificado.

ri/bm/drr-mvv

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