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21/03/2007 - 19h00

Bombeiros correm um alto risco de sofrer falência cardíaca no trabalho, diz estudo

WASHINGTON, 21 mar (AFP) - O combate às chamas aumenta consideravelmente o risco de se morrer de falência cardíaca, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira, que sugere que o trabalho dos bombeiros é, de longe, a profissão mais perigosa para o coração. O estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard demonstrou que, apesar da crença comum de que riscos chave de morte na categoria incluem a inalação de fumaça e o risco de queimaduras, "a principal causa de morte no trabalho entre os bombeiros americanos é a doença cardíaca coronariana".

No geral, 45% das mortes de bombeiros na última década foram atribuídas a "eventos cardiovasculares", contra 22% na polícia, 11% entre profissionais médicos de emergência e 15% em todas as outras profissões, destacou.

O estudo examinou dados de todas as mortes de bombeiros americanos no trabalho entre 1994 e 2004, mas excluiu as centenas de bombeiros cujas mortes foram associadas com o ataque terrorista contra as torres-gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001.

"Encontramos evidências conclusivas de que o risco de morte por doença cardíaca coronariana é significativamente maior durante o combate a incêndios, a resposta a alertas, o retorno de alertas e durante algumas atividades físicas de treinamento", disse o principal autor do estudo, Stefanos Kales.

Dos 1.144 bombeiros que morreram no trabalho durante o período, 39% das mortes foram atribuídas à doença coronariana, destacou o estudo, que será publicado na edição desta quinta-feira do New England Journal of Medicine.

Além disso, embora os bombeiros passem apenas 5% de seu tempo realmente combatendo incêndios, este trabalho "respondeu por 32% das mortes por eventos coronarianos", disse Kales.

Segundo os autores do estudo, os fatores que contribuem para a elevação das taxas de mortalidade poderiam ser atribuídos aos "efeitos que o esforço vigoroso tem nos bombeiros que têm uma doença coronariana encoberta".

"Muitos bombeiros estão acima do peso e não praticam atividade física adequada", acrescentaram, citando um estudo de 2005, segundo o qual "mais de 70% dos departamentos de bombeiros não tinham programas sanitários e de atividade física".

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