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22/03/2007 - 14h05

Epidemia de tuberculose marca passo, mas o bacilo resiste

Por Aude Marcovitch=(INFOGRAFIA)= GENEBRA, 22 mar (AFP) - A epidemia de tuberculose marca passo pela primeira vez desde 1993, mas o bacilo se torna cada vez mais resistente aos medicamentos, o que pode reverter a tendência, advertiu um informe da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado nesta quinta-feira.

"A prevalência da tuberculose e as taxas de mortalidade provavelmente diminuíram em escala mundial há vários anos", destacou o informe, publicado por ocasião do Dia Mundial da Tuberculose.

"Os resultados dos programas de controle da tuberculose mostram claramente resultados positivos", disse à imprensa, em Genebra, a doutora Margaret Chan, diretora-geral da OMS.

Os especialistas da organização estão preocupados, no entanto, com o aumento da resistência do bacilo de Koch aos medicamentos antituberculose, o que pode reverter a tendência de declínio da epidemia.

O dr. Mario Raviglione, diretor do departamento "Stop TB" da OMS, disse que "pela tendência de aumento da resistência aos medicamentos antituberculose, a pesquisa científica que permita fazer novos diagnósticos e vacinas é mais vital do que nunca".

"Se o movimento de declive continuar tão lento como agora, a eliminação da tuberculose levará centenas de anos", insistiu Raviglione.

De fato, a doença continua sendo uma realidade para milhões de pessoas. Em 2005, 8,8 milhões de novos casos de tuberculose foram registrados no mundo, causando 1,6 milhão de mortes, ressaltou o informe da OMS.

Destes novos casos, 7,4 milhões apareceram na Ásia e na África subsaariana. Dos 15 países com as taxas de incidência de tuberculose mais elevadas, 12 são africanos.

A OMS explica em parte esta tendência por uma exposição maior à tuberculose de pessoas infectadas pelo vírus da Aids.

Apesar disso, a epidemia parece ter alcançado um pico na África e poderia diminuir neste continente, assim como na Ásia, segundo a OMS.

Na Europa, 365.346 novos casos foram registrados em 2005, dos quais 4.887 na França, o que representa uma forte redução nos últimos 10 anos, segundo o informe. Em 1980, a França havia anunciado 17.199 casos e em 1995, 8.723.

Para contrabalançar a ameaça que a resistência crescente do bacilo representa, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, insistiu em que "se invista mais na pesquisa".

Para satisfazer as necessidades definidas pelo "Plano Global para deter a Tuberculose (2006-2015)" da OMS, são necessários 56 bilhões de dólares para distribuir entre os países endêmicos. Faltam doadores, já que ainda faltam 31 bilhões de dólares do orçamento do plano, destacou a OMS.

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