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23/03/2007 - 18h16

Médicos chineses realizam os primeiros transplantes de disco intervertebral

PARIS, 23 mar (AFP) - Os primeiros humanos a receber transplantes de disco intervertebral não tiveram qualquer reação imunológica e estão relativamente sem dores cinco anos após a cirurgia, informaram médicos chineses em Hong Kong e Pequim.

Sofrendo de hérnia de disco - uma das principais causas da dor crônica nas costas - ao longo da parte superior da coluna, os cinco pacientes, com idade média de 47 anos, receberam novos discos de doadores falecidos.

Cinco anos depois, os sintomas neurológicos dos cinco pacientes melhoraram e há apenas um risco brando de degeneração nos discos transplantados, informaram os médicos responsáveis pela cirurgia à revista médica The Lancet.

Milhões de pessoas no mundo sofrem de fortes dores nas costas causadas por discos gastos ou danificados.

O termo "degenerativo" neste contexto se refere à erosão física e não a qualquer forma de doença genética ou patogênica.

"Com o progresso nas áreas de preservação dos enxertos, o 'repovoamento' do enxerto com células vivas e técnicas cirúrgicas", a substituição de discos intervertebrais humanos poderá, um dia, se tornar um procedimento padrão, escreveu o principal autor do trabalho, Dike Ruan, um cirurgião ortopedista do Hospital Geral da Marinha de Pequim.

"Esta questão é altamente relevante por causa do custo humano e econômico da doença vertebral", acrescentaram Wafa Skalli e Jean Dubousset em um comentário, também publicado na The Lancet.

Segundo os especialistas, o estudo mostra que "o transplante de disco poderá ser uma alternativa atraente" para os tratamentos atuais.

O tratamento mais comum atualmente, uma fusão parcial do disco à coluna, nem sempre alivia as fortes dores causadas pela doença. A fusão total funciona melhor, mas freqüentemente acelera a degeneração dos segmentos adjacentes.

Os cinco transplantes descritos no estudo foram realizados na coluna cervical, perto do pescoço. Mas "a ampliação desta técnica à coluna lombar" - acima das nádegas -, "onde a anatomia e a magnitude da carga são mais complexas e hostis será um desafio futuro", concluíram os médicos.

A coluna vertebral humana é uma estrutura complexa que serve de proteção à medula espinhal, estabiliza a cabeça e o tronco, e garante mobilidade ao corpo.

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