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26/03/2007 - 17h58

Remédios são tão eficazes quanto próteses arteriais, diz novo estudo

NOVA ORLEANS, EUA, 26 mar (AFP) - Pequenos cilindros flexíveis untados de medicamentos e inseridos no interior de uma artéria obstruída, tratamento aplicado normalmente em casos de arteriosclerose, não são mais eficazes que a ingestão de medicamentos, revelou um novo estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

Um teste clínico buscava comparar a eficácia dos pequenos cilindros, denominados endopróteses vasculares bioativas, com um tratamento exclusivamente a base de medicamentos para reduzir os riscos de mortalidade e de infarto do miocárdio.

Seus resultados podem gerar uma mudança no tratamento médico de pessoas que sofrem de angina de peito crônica e afetar um mercado de 6 bilhões de dólares anuais, dos quais 3,2 bilhões só nos Estados Unidos.

Os dois principais fabricantes destas endopróteses são os laboratórios americanos Johnson and Johnson e Boston Scientific.

"Inserir uma endoprótese vascular bioativa em pacientes que sofrem de uma doença estável das artérias coronárias, além de uma terapia médica intensiva, não reduz o risco de óbito, de infarto do miocárdio ou de outros acidentes cardiovasculares sérios", informaram os autores deste estudo, que será publicado na edição de 29 de março do New England Journal of Medicine.

A taxa de mortalidade foi de aproximadamente 8% nos dois grupos estudados. Os riscos acumulados (óbito, infarto e outros acidentes vasculares) foram de 20% e 19,5%, respectivamente, uma diferença estatística desprezível.

Os resultados do estudo "devem levar a mudanças no tratamento de pessoas que sofrem de uma doença estável das artérias coronárias, o que deve gerar uma economia importante em cuidados médicos", informaram os cardiologistas Judith Hochman e Gabriel Steg em um editorial do New England Journal of Medicine.

"As endopróteses têm um papel bem estabelecido no tratamento da angina de peito, mas não são superiores às terapias médicas intensivas para reduzir as placas nas artérias", acrescentaram.

Em 2004 foram feitos nos Estados Unidos mais de um milhão de procedimentos para inserir endopróteses, dos quais 85% em pacientes que sofriam de doenças coronarianas estáveis, afirmaram os autores do estudo.

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