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03/04/2007 - 15h46

George W. Bush diz que leva muito a sério a questão do aquecimento global

=(FOTOS)=WASHINGTON, 3 abr (AFP) - O presidente George W. Bush afirmou nesta terça-feira que leva muito a sério o aquecimento global, depois que a Suprema Corte determinou, na véspera, que sua administração se equivoca ao se negar a regular as emissões de gases de efeito estufa.

"Levamos a decisão da Suprema Corte muito a sério. É a nova lei no país", disse Bush em coletiva de imprensa na Casa Branca.

"Levo muito a sério este problema. Disse que era um problema grave. Reconheci que o homem contribuía para (as emissões d)os gases de efeito estufa", acrescentou o presidente, criticado em todo o mundo por se negar a ratificar o Protocolo de Kyoto sobre a redução das emissões desses gases.

Os ambientalistas alegam que desde que Bush chegou ao poder, em 2001, sua administração tem ignorado e tentado omitir as evidências progressivas do aquecimento global e do papel da atividade humana na mudança climática.

Os Estados Unidos são responsáveis por 25% das emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa.

Na segunda-feira, numa decisão apertada, a Suprema Corte determinou que a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) deveria considerar os gases causadores do efeito estufa como poluentes e se ocupar do tema, o que representou um golpe para o presidente Bush.

"Devido a que os gases de efeito estufa se enquadram na vasta definição de 'poluente do ar' da Lei americana Clean Air Act, afirmamos que a EPA tem a autoridade estatutária para regular a emissão destes gases dos novos veículos motorizados", determinou a corte.

Liderados por Massachusetts, uma dúzia de estados, cidades americanas e grupos ambientalistas recorreram à Justiça para determinar se a agência tinha a autoridade para regular a emissão de gases estufa, como o dióxido de carbono.

Em uma audiência celebrada em novembro, o estado de Massachusetts argumentou que corria o risco de perder mais de 4,5 metros de terra ao longo de sua costa caso o nível do mar subisse 30 centímetros.

Mas o governo Bush, apoiado por nove estados e alguns industriais, instou a corte a não intervir, argumentando que se a situação fosse tão terrível, não poderia ser resolvida com uma simples decisão legal.

Depois, argumentou que reduzir as emissões dos novos veículos americanos só teria um efeito secundário na mudança climática global.

O presidente recordou agora, no entanto, que chegou a apresentar ao Congresso um plano de desenvolvimento de biocombustíveis que deveria frear o aumento das emissões de gases de efeito estufa dos automóveis até 2017.

Mas insistiu em que não adotará qualquer medida suscetível de "afetar o crescimento econômico e o emprego do país".

"Sim, queremos resolver o problema dos gases de efeito estufa a longo prazo, isso vai requerer novas tecnologias, que têm a tendência de custar caro, e é mais fácil poder recorrer a estas tecnologias caras se formos prósperos", concluiu.

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