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04/04/2007 - 18h24

Africanos precisam ratificar Protocolo de Kyoto para deter desertificação

ARGEL, 4 abr (AFP) - Uma conferência internacional sobre desertificação terminou nesta quarta-feira com um apelo a todos os países africanos para que assinem o Protocolo de Kyoto. O objetivo é colaborar para conter a rápida expansão dos desertos no continente.

Cento e sessenta e oito países já ratificaram o Protocolo de Kyoto até agora, cujo ponto principal é diminuir a emissão dos gases que causam o efeito estufa. O problema é que grandes poluidores globais, como Estados Unidos e Austrália, ainda não se comprometeram com o acordo.

O Apelo de Argel diz que a assinatura do tratado faria com que os países africanos passassem a ter acesso aos financiamentos internacionais voltados para o combate das mudanças climáticas e da desertificação.

O documento também pede às nações africanas que aumentem a cooperação regional em relação ao gerenciamento dos recursos hídricos do continente e para a criação de uma agência que cuide da desertificação. No início da conferência, o ministro para o Planejamento Territorial da Argélia, Cherif Rahmani, falou em seu discurso que em 2035 o número de pessoas vivendo em desertos deve dobrar e chegar a 2 bilhões. Entre elas, 750 milhões estariam na África. A desertificação levaria cerca de 65 milhões de africanos a procurar refúgio em países do Ocidente.

Representantes de 20 países da África, além de deputados europeus e especialistas internacionais compareceram à conferência, que durou três dias e foi organizada pelos parlamentos da Argélia e Pan-africano.

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