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07/04/2007 - 15h42

Diplomata do Irã diz ter sido torturado pela CIA no Iraque e EUA negam

TEERÃ, 7 abr (AFP) - O diplomata iraniano Jalal Sharafi, que ficou detido por dois meses no Iraque, denunciou neste sábado ter sido torturado por seus seqüestradores, entre os quais estariam agentes da inteligência americana, informou a agência oficial de notícias Irna.

A denúncia foi desmentida em seguida pela Casa Branca.

Sharafi, que foi seqüestrado em Bagdá em 4 de fevereiro, disse ter "sido submetido a diferentes formas de tortura dia e noite", segundo a Irna.

"Eu fui seqüestrado em uma rua de Bagdá (...) por pessoas que tinham identidades do Ministério da Defesa e se deslocavam em veículos das forças americanas", relatou.

Sharafi, segundo-secretário da embaixada do Irã em Bagdá, foi libertado em 3 de abril, em plena crise dos 15 marinheiros britânicos capturados pelo Irã em 23 de março, porque terem, segundo Teerã, violado as águas territoriais iranianas. Os marinheiros chegaram à Grã-Bretanha na última quinta-feira, após sua libertação.

"Os seqüestradores me levaram para uma base perto do aeroporto de Bagdá e eu fui interrogado por pessoas que falavam árabe e inglês", completou.

"As questões dos responsáveis da CIA eram, principalmente, centradas na presença e na influência iraniana no Iraque. Quando eu falei dos laços oficiais entre o Irã e o governo iraquiano, eles aumentaram a tortura", contou o diplomata.

O Irã acusou os EUA de terem supervisionado o seqüestro de seu diplomata, alegando que os captores eram "elementos ligados ao Ministério da Defesa, sob a supervisão das forças americanas".

Neste sábado, Washington negou qualquer envolvimento na detenção do diplomata iraniano. "Os Estados Unidos não têm nada a ver com a detenção de (Jalal) Sharafi, e saudamos seu retorno ao Irã", garantiu aos jornalistas o porta-voz de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe, em Crawford, no Texas, onde fica o rancho no qual o presidente George W. Bush passa o feriado da Semana Santa.

A detenção de Sharafi aconteceu em um momento de alta tensão entre Irã e Estados Unidos, depois que as tropas americanas prenderam cinco iranianos em 11 de janeiro passado, no Curdistão iraquiano, alegando que ajudavam a insurgência iraniana.

De acordo com a República Islâmica, que negou as acusações, todos são diplomatas.

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