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10/04/2007 - 16h20

Embriões congelados: uma inglesa "desesperada" por não poder ter filhos

=(FOTO)= LONDRES, 10 abr (AFP) - Uma britânica que ficou estéril depois de um câncer de ovário se disse "desesperada" com a idéia de nunca poder ser mãe. A Corte Européia de Direitos Humanos (CEDH) recusou seu pedido de restituição dos embriões congelados de seu ex-noivo, que se opõe ao processo. "Eu estou desesperada pela decisão da Corte hoje", declarou Natallie Evans, 35 anos, aos prantos durante entrevista coletiva. "É muito difícil para mim aceitar que os embriões serão destruídos e eu nunca poderei me tornar mãe", acrescentou.

A inglesa pediu que seu ex-noivo Howard Johnston reconsidere sua posição e permita que a mulher tenha um filho: "eu queria pedir ao Howard que ele me autorizasse a ter os filhos que eu espero ter há tanto tempo e que ele estava feliz em compartilhar, já que o processo para a concepção dos embriões já tinha começado".

Mas parece que ela não tem nenhuma chance de ter seu pedido atendido. Em entrevista coletiva concedida em separado nesta terça-feira, Howard Jonhston se disse "muito aliviado" com a decisão da CEDH, afirmando que o "bom senso" prevaleceu. "Eu quero poder escolher quando e com quem eu vou me tornar pai. Isso é a coisa mais importante", afirmou.

O advogado de Natallie Evans, Muiris Lyons, lamentou a decisão dos juízes de Estrasburgo. De todos, apenas quatro se convenceram do direito de Natallie de conservar os embriões. A decisão desta terça-feira era a última chance de Natallie se tornar mãe.

Ao comentar a decisão, os juízes afirmaram que não havia como "conceder o direito da requerente (...) de se tornar mãe" se seu ex-companheiro não deseja "ter um filho biológico com ela".

Em 2001, depois de saber que Natallie sofria de câncer de ovário, seu ex-noivo Howard Johnston aceitou fazer uma fecundação in vitro. Mas o casal se separou em 2002 e, em julho do mesmo ano, Johnston pediu que os embriões fossem destruídos.

A lei britânica exige que os futuros pais estejam de acordo para que os embriões congelados possam se desenvolver e se tornar uma criança.

A CEDH pediu à clínica britânica que conserve os embriões congelados à espera de uma decisão definitiva.

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