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12/04/2007 - 13h59

Cientistas alemães vinculam hiperatividade infantil aos genes

BERLIM, 12 abr (AFP) - Um grupo de cientistas alemães anunciou nesta quinta-feira ter encontrado provas de que a hiperatividade infantil está relacionada aos genes, ao identificar três mutações genéticas nas crianças afetadas pelo transtorno.

A equipe, chefiada pelo professor Johannes Hebebrand, da Universidade de Duisburg-Essen (oeste da Alemanha), analisou 329 famílias com filhos afetados pelo transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Os especialistas descobriram que a maioria deles, cerca de 70%, apresentava uma combinação de três mutações do gene chamado "transportador de dopamina", associado à hiperatividade.

"As crianças que apresentam esta combinação nas duas cópias do gene têm um risco 2,5 vezes maior de sofrer de TDAH. Pessoas com uma única cópia desta variante também tem quase o dobro das chances de apresentar o transtorno", disse Hebebrand em um comunicado.

"Evidentemente, isto não significa que todo mundo que tem estas variações genéticas sofrerá automaticamente deste transtorno", acrescentou.

Segundo este especialista, o estudo traz provas contundentes sobre o papel do transportador de dopamina no desenvolvimento de TDAH.

Este transtorno psiquiátrico é o mais comum entre crianças e adolescentes, sobretudo entre os meninos, cujos índices são de três a quatro vezes maiores do que entre as meninas.

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