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13/04/2007 - 13h50

Royal acusa a direita de negociar com a extrema-direita na França

BELFORT, França, 13 abr (AFP) - A candidata socialista à presidência francesa, Ségolène Royal, acusou nesta sexta-feira o partido de seu adversário de direita Nicolas Sarkozy de "começar a negociar por baixo dos panos" com o partido de extrema-direita de Jean-Marie Le Pen e de ser um incentivo potencial à "guerra civil".

Em campanha em Belfort (leste), ela pediu aos franceses que se unam contra "uma direita dura" e garantam a presença da esquerda no segundo turno das eleições presidenciais.

Quinta-feira, o braço direito de Sarkozy, Brice Hortefeux, defendeu a introdução de uma dose de proporcionalidade nas eleições legislativas, o que permitiria por exemplo à Frente Nacional contar com deputados no Parlamento.

"Eu não preciso citar (o socialista histórico) Jean Jaurès 27 vezes, como fez ontem o candidato da UMP, enquanto seu braço direito Brice Hortefeux começa a negociar por baixo dos panos com a Frente Nacional", declarou Royal ante cerca de 500 pessoas em Belfort.

"Ele está caçando nas terras da Frente Nacional", insistiu a socialista.

Para ela, a direita de Sarkozy é "ainda mais dura" que a do presidente Jacques Chirac, e é feita de "brutalidade, de violência, de guerra civil, já que nenhuma solução foi dada para os conjuntos habitacionais e os subúrbios", abalados por três semanas de graves tumultos em 2005.

"Vocês querem uma França mais justa, mais calma? Vocês querem o retorno à paz civil?" clamou Royal, acusando a direita no poder de "destilar rancores e ódios".

Em campanha quinta-feira em Toulouse (sudoeste), Sarkozy reivindicou o direito de utilizar o termo "escória" para designar os "deliqüentes".

O emprego desta palavra em 2005 num subúrbio pobre de Paris foi duramente criticado pelos jovens que moram nesses bairros, onde vivem muitos franceses de origem magrebina e africana.

Ségolène Royal lançou um apelo à mobilização para evitar que "o dia 22 de abril se pareça com um certo 21 de abril" de 2002, quando o socialista Lionel Jospin havia sido eliminado do segundo turno das eleições presidenciais por Jean-Marie Le Pen.

Royal tem como meta reunir "o maior número possível" de votos no primeiro turno, em 22 de abril. Para ela, o primeiro turno "será decisivo" para a vitória final.

Ségolène Royal, a primeira mulher com chances de chegar à presidência francesa, está em segundo lugar nas pesquisas de intenções de voto para o primeiro turno, atrás de Sarkozy. No entanto, o candidato centrista vem logo atrás dela, e muitos eleitores franceses ainda estão indecisos.

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