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18/04/2007 - 17h25

Pelo menos 190 mortos em Bagdá

BAGDÁ, 18 abr 2007 (AFP) - Pelo menos 190 pessoas morreram nesta quarta-feira em uma série de atentados com carros-bomba em Bagdá, sendo que 140 num mercado popular, abalando a credibilidade de um plano de segurança destinado a sufocar a violência na capital iraquiana.

Reuters/Ali Jasim
Soldado guarda local onde explodiu um carro-bomba em Bagdá
HISTÓRICO DE ATAQUES DESDE 2003
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O episódio aconteceu algumas horas antes de um encontro entre o presidente George Bush e seus adversários democratas. O ataque mais mortífero, com um carro abarrotado de explosivos, aconteceu no mercado de Al Sadriya, setor de maioria xiita na margem oriental do rio Tigre. Entre as vítimas estão muitas mulheres e crianças, segundo o ministério do Interior.

Pelo menos 140 pessoas morreram e 155 ficaram feridas num dos atentados mais sangrentos cometidos desde o início do ano em Bagdá.

A explosão, ouvida a vários quilômetros, deixou uma cratera de dois metros no mercado que já havia sido alvo de um atentado com caminhão-bomba em fevereiro, causando 130 mortos e 305 feridos.

Grupos de pessoas em cólera começaram a gritar "Abaixo Maliki!" - o primeiro-ministro. "E onde está o plano de segurança? Não estamos sendo protegidos por ele".

Os mercados são um alvo recorrente dos terroristas e os extremistas sunitas são os principais suspeitos dessa violência sectária contra os xiitas, maioria no governo e nas forças de segurança do país.

O porta-voz militar americano, o general William Caldwell, declarou nesta quarta-feira que as tropas construíram muros para tentar proteger esses lugares, mas que continuam vulneráveis a carros-bomba.

Em Sadr City, o grande bairro pobre xiita na capital, outro carro-bomba contra um posto de controle do exército deixou 28 mortos e 44 feridos, segundo os serviços de segurança.

Um terceiro carro-bomba explodiu no bairro de Karrada, no centro da cidade, e causou onze mortes. Também no centro, três pessoas morreram na explosão de um artefato colocado num carro estacionado.

E no sudeste, quatro policiais morreram quando um camicase fez explodir seu carro na passagem de uma patrulha, enquanto que um atentado suicida no bairro sunita de Saadiyan matou dois policiais e dois civis.

A 180 km do norte de Bagdá, em Tikrit, homens armados abateram quatro pessoas, entre elas o filho de um alto funcionário do ministério iraquiano do Interior.

Estes atentados abalaram a capital iraquiana apesar do plano de segurança "Impor a lei" lançado em 14 de fevereiro passado, e que prevê a mobilização na capital de 90.000 soldados americanos até a metade do ano.

O secretário americano de Defesa, Robert Gates, que se encontrava de visita ao Cairo durante os atentados, previu "um impacto negativo sobre a segurança e a prosperidade em cada um dos países do Oriente Médio se houver um desmoronamento no Iraque".

A violência desta quarta ofuscou a notícia de que as forças britânicas transferiram o controle da província de Missan (sul) às autoridades iraquianas, que, desta maneira, assumem a segurança da quarta das 18 províncias do país.

"Hoje, o governador da província de Missan e as forças de segurança iraquianas assumem a responsabilidade da segurança da população", declarou o general Jonathan Shaw, comandante das forças britânicas no Iraque durante uma cerimônia em Amara, a capital da província.

"As forças multinacionais vão continuar formando e treinando as forças de segurança iraquianas e patrulhando as fronteiras de Missan sem interferir no trabalho do Conselho provincial", acrescentou.

Missan é a quarta das 18 províncias do país cujo controle é transferido às forças iraquianas, a terceira transferida pelas tropas britânicas.

Em agosto, os britânicos já haviam entregue o controle de Amara, mas conservaram outras zonas da província.

O primeiro-ministro britânico Tony Blair anunciou em fevereiro que o número de soldados britânicos no Iraque seria reduzido para 5.000 antes do fim do ano, contra os atuais 7.200.

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