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20/04/2007 - 17h05

Descoberta de exoplanetas similares à Terra é provável nos próximos 20 anos

Por Jean-Louis Santini WASHINGTON, 20 abr (AFP) - A descoberta de planetas irmãos da Terra e de formas de vida em outros sistemas solares da nossa galáxia é provável nos próximos 20 anos, segundo astrobiólogos americanos que citaram o potencial das missões científicas em andamento e planejadas.

"Acho que poderemos encontrar um planeta como a Terra nos próximos 20 anos", disse Margaret Turnbull, astrobióloga da Nasa, em entrevista à AFP.

"Desde que tenhamos as tecnologias existentes capazes de detectar planetas de tipo terrestre, encontraremos algo muito interessante rapidamente", acrescentou, observando que "formas simples de vida, como micróbios ou plantas, bem como animais rudimentares, poderão ser freqüentes".

Desde 1995, os astrônomos descobriram, com a ajuda de telescópios, 200 planetas, a maioria gigantes gasosos como Júpiter, de 4.000 a 5.000 vezes maiores que a Terra e girando em torno de estrelas na Via Láctea.

Mas planetas similares à Terra seriam pequenos demais para serem descobertos atualmente.

Sua força gravitacional afeta muito pouco o movimento da estrela em torno da qual gravitam para serem detectados, um dos métodos empregados para rastrear exoplanetas, explicou Margaret Turnbull. A segunda técnica consiste em observar a passagem da sombra do planeta sobre sua estrela.

As missões Corot, européia, e Kepler, americana, têm "boas chances de encontrar algo muito interessante", insistiu, confiante, a astrobióloga.

Lançado em dezembro, o satélite francês Corot está equipado com instrumentos de fotometria estelar que permitem buscar planetas de tamanho mediano similares aos do nosso sistema solar.

O Corot investigará 120.000 estrelas da Via Láctea - que conta com mais de 400 bilhões - e será seguido, no fim de 2008, pela sonda Kepler, dotada de instrumentos ainda mais sensíveis.

Seu fotômetro poderá detectar um planeta do tamanho da Terra que passe durante poucas horas diante de uma estrela.

No entanto, para uma observação direta de um exoplaneta de tipo terrestre, será preciso esperar o Terrestrial Planet Finder (TPF) da Nasa, que consiste em dois supertelescópios espaciais, cujo lançamento está previsto para depois de 2016, se o orçamento permitir. A agência espacial européia também tem previsto o projeto Darwin para 2015.

Trata-se de uma frota de pequenos telescópios espaciais que formam um poderoso interferômetro para analisar a atmosfera dos exoplanetas.

Mas o trabalho é árduo, explica John Trauger, um astrônomo do Laboratório de Jato Propulsão da Nasa. É como se procurasse uma agulha num palheiro, disse.

Este cientista acaba de desenvolver uma técnica que elimina os reflexos luminosos deslumbrantes da estrela para diferenciar bem um planeta que gira ao seu redor.

"É pelo menos mil vezes mais eficaz do que se provou até agora", afirmou John Trauger, cujo estudo foi divulgado pela revista Nature de 12 de abril.

Margaret Turnbull selecionou cinco estrelas entre os 120.000 objetos de busca, cujas características são muito similares às do nosso sol e que poderiam ter planetas habitados.

A busca de sinais que emanam de fontes inteligentes é conhecida pela SETI (sigla em inglês para busca de inteligência extraterrestre), uma organização privada criada pelo célebre astrônomo americano Carl Sagan, falecido em 1996.

A SETI é financiada por recursos privados, sobretudo do co-fundador da Microsoft, Paul Allen.

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