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24/04/2007 - 16h55

Vinte países africanos pedem moratória sobre o comércio de marfim

PARIS, 24 abr (AFP) - Vinte países africanos exigem uma moratória internacional de 20 anos sobre o comércio de marfim para preservar os elefantes, vítimas da caça clandestina, uma iniciativa para a qual pedem apoio à União Européia (UE).

Quênia e Mali, promotores do projeto, juntamente com Togo e Gana, esperam que a moratória seja adotada na próxima reunião dos países integrantes da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (CITES), que será celebrada em junho em Haia, informaram nesta terça-feira seus representantes em Paris.

Uma delegação composta de representantes da República Democrática do Congo e do Níger faz nesta semana um giro pela Europa destinado a obter o apoio da UE.

"Os elefantes africanos estão desaparecendo e só uma proibição total do comércio de marfim durante 20 anos daria tempo a eles para que se reorganizem e a nós, para garantirmos sua proteção", disse Patrick Omondi, encarregado do setor de conservação do serviço queniano de proteção da fauna.

"Cada vez que a CITES autoriza a venda controlada de quantidades de marfim, vemos um aumento da caça e do comércio ilegais", denunciou o chefe da delegação, Burama Niagate, da Direção da Conservação da Natureza do Mali.

Segundo documento submetido à avaliação da CITES, a população africana de elefantes passou de 3 a 5 milhões nos anos 1930-1940 para 400.000 a 600.000 atualmente. Vinte mil elefantes são vítimas da caça ilegal a cada ano, acrescentou.

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