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04/05/2007 - 17h52

Desenterrado na Argentina um fóssil articulado de dinossauro do Jurássico

BUENOS AIRES, 4 mai (AFP) - Os restos fósseis de um dinossauro carnívoro que poderia ter vivido há 150 milhões de anos foram desenterrados no sul da Argentina, e estão ineditamente articulados, informou nesta sexta-feira à AFP um técnico em paleontologia encarregado da operação.

"Trata-se de uma descoberta sem precedentes. É a primeira vez no mundo em que se encontra um dinossauro carnívoro do período Jurássico médio totalmente articulado", disse Pablo Puerta, técnico em paleontologia do Museu Egidio Feruglio (MEF), da cidade de Trelew (1.436 km ao sul de Buenos Aires).

Trata-se do fóssil de um bípede de sete metros de comprimento conhecido como Condorraptor.

Os restos do dinossauro estão incrustados numa rocha de cinco toneladas que foi extraída por uma gigantesca grua há uma semana na aldeia de Cerro Cóndor, localizada 450 km ao oeste de Trelew, na província de Chubut.

O lugar, no meio da Patagônia argentina, abriga um parque jurássico.

O fóssil, preso à rocha pelo lado direito do corpo, está completo da bacia ao pescoço, mas pode-se ver parte de seu crânio e de sua mandíbula.

"Tivemos sorte pelo fato de o animal ter morrido deitado de lado. A cauda foi a primeira parte a aparecer. É um material muito bem conservado", destacou Puerta.

A pedra que esconde os restos do condorraptor foi descoberta em março de 2002 por uma expedição do MEF, liderada pelo paleontólogo alemão Oliver Rauhut, um especialista em dinossauros carnívoros.

A extração da rocha e seu envio num caminhão para o museu demorou cinco anos, devido às difíceis condições climáticas. A região tem temperaturas abaixo de zero e neve no inverno, o que obrigou os especialistas a trabalharem apenas nos meses de verão, indicou Puerta.

"Não pudemos utilizar um helicóptero porque o aparelho não teria suportado mais de 3,5 toneladas de peso", afirmou Puerta.

O técnico estimou que os trabalhos para retirar da rocha os restos fossilizados do dinossauro ainda demorarão um ano. Depois, o exemplar poderá ser exibido no Museu Egidio Feruglio, no sul da Argentina.

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