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08/05/2007 - 16h48

Bill Clinton anuncia acordo para reduzir o custo de remédios antiAids

=(FOTOS)= NOVA YORK, 8 mai (AFP) - O ex-presidente americano Bill Clinton anunciou nesta terça-feira um acordo com os laboratórios farmacêuticos para reduzir drasticamente em 66 países em desenvolvimento o preço dos medicamentos antiAids de nova geração.

"Sete milhões de pessoas no mundo desenvolvido precisam de tratamento para o HIV/Aids", destacou Clinton em um comunicado, acrescentando que a compra de medicamentos com preço reduzido começará em julho.

"Estamos tentando atender a esta demanda com os melhores medicamentos disponíveis atualmente, e a preços que os países de poucos ingressos e meios possam pagar", acrescentou.

O acordo, alcançado em associação com a organização internacional de medicamentos Unitaid e os fabricantes de remédios genéricos Cipla e Matrix, beneficiará 66 países em desenvolvimento de África, Ásia, América Latina e Caribe, disse Clinton.

O tratamento de nova geração é uma necessidade para os pacientes que desenvolveram resistência aos medicamentos de primeira geração e custa cerca de 10 vezes mais que a terapia inicial.

"Há uma grande pressão sobre os orçamentos sanitários dos países e os governos em todo o mundo temem não serem simplesmente capazes de se manter em dia com alguns tratamentos", disse Clinton a jornalistas reunidos em Nova York.

"Os preços são simplesmente exorbitantes em países de renda média como Brasil e Tailândia. Estes países são o lar da metade das pessoas em tratamento", acrescentou.

"Nosso anúncio, hoje, responde diretamente a estes desafios e estabelece o alicerce, não apenas para o tratamento de muitas mais pessoas, mas para o tratamento mais justo, mais acessível e mais eficaz", acrescentou.

Os preços dos chamados tratamentos de segunda geração negociados pela fundação Clinton cairiam, em média, 25% em países de baixa renda e 50% em países de renda média, afirmou.

Sua fundação também negociou um acordo permitindo que a terapia de primeira geração com base em um remédio por dia seja disponibilizado por menos de um dólar nos países em desenvolvimento, o que representará uma economia de 45% do preço atual na África.

"Este medicamento representa a melhor chance que a ciência tem a oferecer", disse.

O programa visa a fornecer um tratamento vitalício para aqueles que necessitam e de um padrão que seria normal no mundo desenvolvido, acrescentou.

"Quando começamos este esforço em nossa fundação, cerca de cinco anos atrás, fizemos uma promessa às pessoas vivendo com HIV: enquanto estiverem em tratamento, manteremos o acesso aos remédios e garantiremos que todos aqueles que precisem tenham acesso", acrescentou.

Ele também alfinetou as companhias farmacêuticas que se recusam a permitir que seus medicamentos patenteados sejam disponibilizados como alternativas genéricas nos países pobres.

"Nenhuma companhia irá morrer por causa do alto preço dos medicamentos contra a Aids em países de renda média, mas os doentes podem", disse ele.

"Eu acredito na propriedade intelectual, mas que não nos impeça o acesso a remédios essenciais para a preservação da vida para aqueles que os necessitam em países de renda baixa e média", acrescentou.

A fundação Clinton, que o ex-presidente criou após deixar a Presidência, em 2001, tem como meta enfrentar "os desafios da interdependência global" enfrentada por pessoas ao redor do mundo.

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