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10/05/2007 - 13h43

Projeto Galileu será totalmente financiado pela UE, após desacordo com

industriais BRUXELAS, 10 mai (AFP) - A Comissão Européia deve propor na próxima semana a volta à esfera pública do projeto do sistema de navegação por satélite Galileu, após os atrasos registrados pelo grupo de industriais europeus encarregado de comandá-lo.

Bruxelas impulsiona um financiamento de 100% para o lançamento de 30 satélites no âmbito do projeto europeu que visa a competir com o americano GPS e o russo Glonass, informou um porta-voz da Comissão.

"Do nosso ponto de vista, a solução que nos permitiria recuperar o mais rápido possível eventuais atrasos seria uma na qual a parte pública assumisse por completo a construção da infra-estrutura", disse Michele Cercone, porta-voz do comissário europeu de Transportes, Jacques Barrot.

A solução da Comissão permitiria cumprir os prazos previstos e colocar em órbita os 30 satélites entre 2010 e 2011, embora isto exija mais recursos públicos.

A UE havia previsto, em seu orçamento 2007-2013, um bilhão de euros (1,35 bilhão de dólares) para o financiamento do Galileu.

Em caso de não participação do setor privado na construção da infra-estrutura, será preciso de 2,4 a 2,6 bilhões de euros, segundo Bruxelas.

A decisão final a partir da proposta da Comissão ficará a cargo dos 27 Estados-membros da UE. Os ministros europeus do Transporte têm previsto tratar o caso Galileu em seu encontro, previsto para 7 e 8 de junho.

O novo plano que a Comissão estuda e no qual o setor privado entrará para a exploração dos 30 satélites depois de lançados e não para o financiamento parcial de sua construção e lançamento "mudará claramente a situação", segundo Cercone.

Por isso, "as condições do contrato de concessão deverão ser modificadas", o que incluirá novos chamados à licitação, de acordo com outra fonte comunitária.

Os ministros europeus de Transporte haviam dado ultimato em 10 de maio aos oito grupos industriais para que cumprissem com parte de seus compromissos. Mas, através de uma carta enviada na semana passada, os industriais (EADS, matriz da Airbus, as francesas Thales e Alcatel, a italiana Finmeccanica, as espanholas Aena e Hispasat e a britânica Inmarsat) puseram novas condições, não aceitas pela Comissão.

Em 26 de abril, os eurodeputados se declararam "profundamente preocupados" com os atrasos registrados no programa, assegurando que teriam "conseqüências notáveis para o custo do projeto".

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