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14/05/2007 - 13h32

Gripe aviária: Washington quer que todos os países compartilhem amostras de

vírusGENEBRA, 14 mai (AFP) - Os Estados Unidos pediram a todos os países que compartilhem suas amostras de vírus da gripe aviária "sem condições prévias", no primeiro dia da Assembléia anual da Organização Mundial da Saúde (OMS), nesta segunda-feira em Genebra.

A OMS espera chegar a um acordo com a Indonésia, que se recusa a compartilhar suas cepas do vírus H5N1, antes do fim da Assembléia de seus 192 Estados membros, em 23 de maio.

"Pedimos com insistência a todos os países do mundo que compartilhem suas amostras de vírus da gripe aviária de maneira transparente e rápida, e sem condição prévia", declarou nesta segunda-feira à imprensa o secretário americano da Saúde, Mike Leavitt.

A Indonésia é um dos países mais afetados pelo vírus H5N1 da gripe aviária, com 76 mortos. Portanto, as amostras indonésias são indispensáveis para acompanhar a evolução do vírus, vigiar suas mutações e elaborar uma vacina "pré-pandêmica" eficaz, explicou a OMS.

No início do ano, a Indonésia denunciou o fato de os países pobres fornecerem gratuitamente amostras de vírus a laboratórios ocidentais, e não poderem em seguida comprar suas caras vacinas.

"A Indonésia considera que se os benefícios retirados das amostras não são compartilhados, o sistema atual de partilha dos vírus da gripe não é justo para os países em desenvolvimento", declarou o ministério indonésio da Saúde na semana passada.

Jacarta exige um fortalecimento das infra-estruturas de pesquisa dos países atingidos pela doença e pede que as descobertas beneficiando a todos os seres humanos não possam ser patenteados.

Depois de ter interrompido a transmissão de amostras em dezembro, a Indonésia havia aceitado em março passado retomar os envios, em virtude de um acordo concluído com a OMS. No entanto, o país asiático voltou atrás em sua decisão, exigindo garantias por escrito de uma reforma do sistema.

A OMS se insurgiu contra uma decisão "que vai contra meio século de partilha gratuita de amostras de vírus para o bem comum", mas disse entender as preocupações indonésias e estar disposta a estabelecer um acordo.

"Nenhuma nação pode atuar sozinha, todas têm uma responsabilidade", insistiu Leavitt nesta segunda-feira.

"A ameaça de uma pandemia de gripe provocada pelo H5N1 não desapareceu", lembrou.

O vírus H5N1 "ainda constitui um grave perigo, que devemos enfrentar juntos", insistiu, destacando o apoio americano à rede de vigilância global da gripe aviária.

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