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16/05/2007 - 08h47

Nicolas Sarkozy toma posse e promete unir os franceses

PARIS, 16 mai (AFP) - Nicolas Sarkozy tomou posse nesta quarta-feira como o novo presidente da França em uma cerimônia oficial na qual substituiu Jacques Chirac, que estava no poder desde 1995, e prometeu que trabalhará para unir todos os franceses, romper com o passado e criar uma democracia impecável.

Sarkozy, 52 anos, foi eleito em 6 de maio com mais de 53% dos votos no segundo turno contra a socialista Ségolène Royal. O conservador é o 23º presidente francês e o sexto chefe de Estado da V República, criada em 1958.

Na cerimônia de posse, o novo chefe de Estado recebeu as insígnias próprias do cargo e uma salva de 21 tiros de canhão foi disparada no antigo hospital militar dos Inválidos, onde Napoleão está sepultado.

"A partir de hoje, o senhor encarna a França", disse a Sarkozy o presidente do Conselho Constitucional, Jean Louis Debré.

"A França só é forte quando está unida", lembrou o conservador Sarkozy, 52 anos, que assumiu um mandato de cinco anos.

O novo chefe de Estado francês reafirmou os valores de sua campanha como "a exigência da ordem, a luta contra o imobilismo e a necessidade de resultados".

"Penso na necessidade de acreditar em um futuro melhor que tanto se expressou na campanha (...) Nunca tantos franceses sentiram tantas injustiças (...) É preciso inventar novas soluções", acrescentou, antes de prometer estar à altura da confiança depositada nele pelos franceses.

"É preciso romper com os comportamentos do passado e o conformismo intelectual porque os problemas que temos que resolver são novos", disse.

"Quero deixar clara a minha convicção de que quando se serve a França não há lados, e sim a boa vontade de todos aqueles que amam seu país, além da competência e das idéias dos que trabalham movidos pela paixão do interesse geral", prosseguiu o presidente, que deseja formar um governo com figuras de centro e da esquerda.

Durante a cerimônia de posse, o novo presidente estava acompanhado da segunda esposa, Cecilia, que usava um elegante vestido cor marfim, e o filho do casal, Louis. Também estavam presentes os dois filhos do primeiro casamento do chefe de Estado, Pierre e Jean, e as duas filhas da primeira união de sua mulher.

Em um gesto de presente à esposa, Sarkozy escolheu como música oficial da cerimônia "Asturias", uma composição para piano do espanhol Isaac Albéniz, bisavô da primeira-dama da França.

"A todos os que querem servir seu país, digo que estou disposto a trabalhar com eles e que não pedirei que renunciem a suas convicções, que traiam suas amizades e esqueçam sua história", disse Sarkozy.

"Defenderei a independência e a identidade da França. Velarei pela independência do Estado e por uma democracia impecável", afirmou.

Também prometeu lutar por uma Europa que protege, pela união do Mediterrâneo e o desenvolvimento da África.

"Farei da defesa dos direitos humanos e da luta contra o aquecimento do planeta as prioridades da ação diplomática da França no mundo", concluiu.

Como determina o protocolo, Chirac recebeu Sarkozy com todas as honras da República na entrada do palácio presidencial e o saudou com um aperto de mãos antes de posar para as câmeras que aguardavam o momento histórico.

Posteriormente, Chirac, que deixou o poder depois de 12 anos, se reuniu com o sucessor de maneira privada para transmitir, entre outros, alguns segredos de Estado, como por exemplo o código que autoriza o disparo de uma arma nuclear.

Em seguida, Chirac deixou o palácio que foi sua residência na última década e seguiu para seu novo lar, um apartamento diante do Sena e do museu do Louvre.

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