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17/05/2007 - 13h24

Monet e Degas não ficaram abstratos no fim da vida, apenas viam mal, diz médico

WASHINGTON, 17 mai (AFP) - O pai do impressionismo, o francês Claude Monet, não se aproximou da abstração no fim de sua vida, mas simplesmente sofria de catarata, demonstra uma experiência feita por um oftalmologista americano.

Segundo comunicado do Centro Médico da Universidade de Stanford (Estados Unidos), uma experiência realizada por Michael Marmor, professor de oftalmologia desta universidade, mostrou que os pintores Claude Monet (1840-1926) e Edgar Degas (1834-1917) não sofreram uma mudança de estilo no fim da vida, aproximando-se da abstração, mas tiveram doenças oftalmológicas relacionadas com a idade.

Degas sofria de degeneração macular e Monet, de catarata, afirma o professor, que recriou em computador, através de um sistema de filtros com base em documentos da época, as imagens vistas pelos dois pintores, informou a universidade em um comunicado. Segundo o professor, que descreveu sua experiência na revista especializada The Archives of Ophtalmology, "os contemporâneos dos dois pintores notaram que suas obras, ao fim de sua vida, tinham uma execução grosseira, ao contrário daqueles que eles produziram antes".

Degas, cuja visão se deteriorou de 1860 a 1910, pintou de forma cada vez mais rude, e a doença fez com que os contrastes se tornassem cada vez menos distintos. Para Monet - que finalmente foi operado no fim da vida -, "a catarata deixou a visão embaçada, mas também pode ter afetado a capacidade de distinguir as cores", escreveu o professor, e as "cores ficaram amareladas e sombreadas".

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