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17/05/2007 - 15h34

Prefeitos do mundo pedem ação ao G8 sobre o clima

Par James Hossack=(FOTO)= WASHINGTON, 17 mai (AFP) - Os prefeitos das grandes metrópoles mundiais fizeram um apelo nesta quinta-feira aos líderes dos grandes países industrializados do G8 para tomarem uma atitude contra o aquecimento global no encerramento de uma conferência de quatro dias em Nova York sobre o clima.

A conferência, chamada "C40", reuniu dirigentes das 46 cidades mais importantes e poluídas do mundo que decidiram, alguns mais engajados que seus próprios governos, tornar a luta contra o aquecimento global uma prioridade.

"Pedimos aos líderes do G8 que, na próxima reunião (do início de junho) em Heiligendamm (Alemanha), se engajem num objetivo a longo prazo para estabilizar a concentração de gases nocivos de efeito estufa", afirmaram os prefeitos em comunicado conjunto.

O prefeito de Londres, Ken Livingstone, expressou sua esperança de que o grupo dos oito grandes países industrializados cheguem a um consenso sobre o assunto. Ele também criticou o presidente americano, George W. Bush, por sua oposição a grande parte das propostas visando à luta contra o aquecimento global.

"Eu não sei o que eles farão com o presidente Bush, mas, talvez, os outros possam chegar a um acordo e fixar um objetivo realista", comentou o prefeito de Londres, acrescentando que Bush está em "estado de negação" da questão.

A conferência de Nova York apresentou na quarta-feira um ambicioso programa de 5 bilhões de dólares para reabilitar as construções em 16 metrópoles mundiais para que seu gasto de energia diminua substancialmente.

Livingstone, um dos principais incentivadores do programa apresentado na quarta-feira com o ex-presidente americano Bill Clinton, poderá reduzir as emissões de gases estufa em um décimo em dez anos.

"Considerando a tendência das emissões de gases carbônicos ao redor do mundo no curso do decênio que segue esta decisão (...), nós podemos reduzir as emissões globais de gases carbônicos em 10%", afirmou.

O programa de reabilitação ecológica dos edifícios é patrocinado pela fundação privada de Bill Clinton, quatro das maiores companhias energéticas, cinco grandes bancos e cidades dos quatro continentes.

"Não se trata apenas de uma iniciativa, é o passo mais importante para atacar o aquecimento do clima realizado no mundo através de diversas administrações conjuntas após o debate sobre o clima ser lançado", ressaltou o prefeito de Londres.

As cidade consomem mais de 75% da energia mundial e geram mais de 75% dos gases estufa, comentou Bill Clinton.

"Se todos os edifícios forem os mais ecológicos possíveis, nós economizaremos uma quantidade de energia enorme e reduziremos as emissões de gases carbônicos de forma significatica", declarou o ex-presidente americano.

A iniciativa deverá contar com fundos dos municípios e de proprietários de edifícios privados para introduzir técnicas modernas de economia de energia, desde lâmpadas fluorescentes a medidas de isolamento e de aquecimento econômicos.

As economias de energia deverão exceder em valor o custo do programa, apontaram os prefeitos, que não deram uma data para alcançar o objetivo.

As metrópoles envolvidas na iniciativa são Bangcoc, Berlim, Chicago, Houston, Johannesburgo, Karachi, Londres, Melbourne, Cidade do México, Mumbai, Nova York, Roma, São Paulo, Seul, Tóquio e Toronto.

A próxima conferência "C40" será celebrada em dois anos, em Seul.

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