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21/05/2007 - 16h14

Comunidade internacional condena conflitos no Líbano e alerta para crise

humanitária PARIS, 21 Mai 2007 (AFP) - A comunidade internacional condenou fortemente nesta segunda-feira a volta do conflito no Líbano, alertando para uma possível crise humanitária no país, ao mesmo tempo em que pediu o desarmamento das milícias islâmicas que atuam na região.

A ONU expressou preocupação em relação à crise humanitária em um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano, que parece inevitável. O exército libanês entrou em choque com extremistas islâmicos dentro do campo.

A Arábia Saudita lamentou os enfrentamentos no campo e fez um apelo para que a segurança e a soberania do país sejam asseguradas.

O presidente da União Européia condenou o massacre e pediu o desarmamento dos militantes islâmicos.

Os pedidos se seguem à preocupação expressada pela Rússia sábado. "Incidentes violentos como esse, em meio à situação do Líbano, que já é tensa por si só, cria uma grande ansiedade", declarou o ministro do Exterior russo.

Tropas libanesas atacaram milicianos islâmicos dentro de um campo de refugiados nesta segunda-feira, no segundo dia do mais sangrento conflito interno no país desde a guerra civil (1975-90) que já fez 55 mortos e deixou a comunidade internacional alarmada sobre a frágil situação da segurança no Líbano.

Uma declaração do governo saudita citou "eventos lamentáveis direcionados contra a segurança e a estabilidade do Líbano".

A Arábia Saudita, um dos países que mais emprestam dinheiro ao Líbano, fez um apelo para que sejam mantidas a qualquer custo "a soberania e a estabilidade do Líbano", e para que sejam apoiadas "todas as medidas que tratem de consolidar a segurança no país".

Richard Cook, diretor da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), disse que os enfrentamentos no campo de Nahr al-Bared causam apreensão.

"Estamos profundamente preocupados com o desenrolar de uma crise humanitária, o que representa um risco principalmente para a população civil", segundo um comunicado.

"Uma vez que o cessar-fogo seja estabelecido, a UNRWA providenciará os cuidados essenciais, comida e água potável serão distribuídos aos moradores do campo, os feridos serão tratados e os corpos retirados", afirmou.

Em comunicado divulgado pelo ministério do Exterior, a Grã-Bretanha apoiou a ofensiva militar libanesa no norte do país. "Estou chocado com o que aconteceu no campo de refugiados palestinos de Nahr Al-Bared", declarou o vice-ministro Kim Howells.

"A existência de extremistas simpáticos à Al-Qaeda dentro do campo representa uma ameaça ao Líbano e à maioria dos palestinos que se opõem a eles", continuou.

"Apoiamos as autoridades libanesas em sua tentativa de controlar a situação", conclui Howells.

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