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21/05/2007 - 18h12

Conselho de moda inicia investigação sobre a saúde de modelos muito magras

=(FOTOS ARQUIVO)=LONDRES, 21 mai (AFP) - O Conselho da Moda Britânica anunciou nesta segunda-feira o início de uma investigação sobre a saúde das modelos muito magras.

Uma comissão examinará o processo de seleção das "top models" durante a Semana da Moda Londrina, que acontece no próximo mês de setembro, e estabelecerá as medidas necessárias para garantir um melhor estado de saúde para as moças, anunciou um porta-voz do Conselho da Moda.

As agências britânicas receberão várias diretrizes para enfrentar "os importantes problemas de saúde relacionados com o tamanho" das roupas, informou um porta-voz da comissão investigadora.

Embora as recomendações da comissão independente de investigação sobre a saúde das modelos não vão ter peso legal, espera-se que sejam levadas a sério e que tenham um impacto, disse a baronesa Denise Kingsmill, que preside a comissão.

"Se nos pediram esta investigação é porque vai servir para algo", afirmou a baronesa. "É hora de que a indústria da moda, que é muito importante, amadureça, e que as pessoas que trabalham no setor da moda sejam levadas a sério e bem tratadas", acrescentou.

O informe preliminar da investigação britânica será publicado em junho próximo e suas conclusões, em setembro.

Participam do comitê investigador psiquiatras, especialistas em distúrbios alimentares, bem como personalidades da moda britânica, entre as quais a modelo Erin O'Connor e os premiados estilistas Betty Jackson e Giles Deacon.

Até agora, apenas os profissionais e autoridades municipais de Madri tomaram medidas contra as modelos extremamente magras, ao proibir de desfilar as modelos com índice de massa corporal (IMC) inferior a 18. O IMC é calculado dividindo-se peso pela altura ao quadrado.

Os últimos desfiles londrinos foram dominados pela polêmica do peso das modelos, intensificada após a morte, em novembro de 2006, da modelo brasileira Ana Caroline Reston, com apenas 40 quilos.

Vários estilistas, entre eles Carolyne Charles, que se mostraram sensíveis ao tema, escolheram modelos curvilíneas, mas outros continuaram empregando modelos esqueléticas, um padrão que tem dominado as passarelas do mundo inteiro nos últimos anos.

Em função da polêmica, o governo do primeiro-ministro Tony Blair destacou que vai impor uma lei proibindo a presença de modelos magras demais nas passarelas - como foi feito em Madri -, mas destacou que o mundo da moda "deverá tomar medidas efetivas para não promover corpos que não sejam saudáveis".

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