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22/05/2007 - 18h40

Brasileiros e peruanos partem em expedição para encontrar a origem do Amazonas

=(FOTOS)= LIMA, 22 mai (AFP) - Cientistas brasileiros e peruanos partirão, nesta quarta-feira, numa expedição para encontrar a nascente do rio Amazonas - considerado o mais caudaloso do mundo - nos Andes peruanos (sul), um tema sobre o qual ainda não há consenso na comunidade científica mundial.

A expedição será formada por sete brasileiros e dois peruanos, que partirão para fazer medições hidrológicas e geodésicas, com ajuda de tecnologia de posicionamento remoto e via satélite para situar a nascente do Amazonas, que corta as selvas do Brasil e do Peru.

Os brasileiros pertencem ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), à Agência Nacional das Águas do Brasil (ANA) e ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

A localização da nascente do Amazonas é motivo de controvérsia entre especialistas de várias nacionalidades - americanos, russos, tchecos, poloneses, entre outros -, que tentaram situá-la em uma dezena de expedições realizadas nos últimos anos.

"Não está fixado exatamente o local onde nasce o rio. Há várias hipóteses, queremos fazer uma pesquisa minuciosa para apresentá-la à comunidade científica", disse à AFP Ciro Sierra, major de engenharia do exército, um dos dois peruanos participantes pelo Instituto Geográfico do Peru.

A nascente do Amazonas se situa nas regiões altas dos Andes peruanos, no departamento (estado) de Arequipa, 1.000 km ao sul de Lima, mas não há consenso sobre seu local preciso.

Sierra lembrou que uma expedição realizada em 1969 determinou que a nascente está na quebrada Carhuasanta, no pico nevado Mismi, a 5.597 metros de altitude.

Em julho de 2000, uma expedição de 22 cientistas de várias nacionalidades, organizada pela National Geographic Society, corroborou a versão da quebrada Carhuasanta.

No entanto, uma missão em 1996, chefiada pelo polonês Jacek Pavkleviez, membro da Royal Geographic Society, situou o ponto inicial do Amazonas na quebrada Apacheta, província de Caylloma, também em Arequipa, a 5.170 metros de altitude, na cordilheira de Chila.

Segundo esta pesquisa, as primeiras águas emergem de mananciais que saem debaixo da geleira do monte Quehuisha.

O major Sierra contou que, após pesquisas de campo, será possível determinar se o Amazonas nasce na quebrada Carhuasanta ou na Apacheta.

"O objetivo é, entre outras coisas, fazer uma medição do caudal e da vertente" do rio, acrescentou.

Os expedicionários partirão da cidade de Arequipa até a região de Chivay, uma área próxima ao nevado Mismi, onde ficarão dois dias em processo de aclimatação para, então, iniciar a subida ao pico nevado, na sexta-feira.

Os resultados serão divulgados em 31 de maio ou em 1º de junho, durante um fórum de cientistas, em Lima.

Várias pesquisas apontam que o Amazonas, descoberto pelo espanhol Francisco de Orellana, em 1542, é o mais extenso do mundo.

A medição feita por Pavkleviez diz que o Amazonas tem 7.062 km de extensão, 300 Km a mais que o rio Nilo, no Egito.

No entanto, medições mais conservadoras atribuem ao rio entre 6.300 e 6.800 km de comprimento.

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