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22/05/2007 - 17h09

Especialistas prevêem temporada de furacões "acima do normal" nos EUA este ano

MIAMI, 22 Mai (AFP) - O desaparecimento de um fenômeno, que evitou no ano passado a formação de furacões no Atlântico, dá indícios de um 2007 com atividade de furacões "além do normal", advertiram nesta terça-feira especialistas americanos que previram a formação de 7 a 10 furacões na bacia atlântica.

A pouco mais de uma semana para o início da temporada de furacões no Atlântico, o diretor da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica americana (NOAA), o vice-almirante Conrad Lautenbacher, disse que espera a formação neste ano de "13 a 17 tempestades com nome (n.r.: quando atingem mais de 17 m/seg), sendo que de sete a 10 que se transformarão em furacões e de três a cinco (serão) furacões poderosos de categoria 3" ou superior na escala Saffir-Simpson, que chega a um máximo de 5.

No ano passado, cientistas também anteciparam uma temporada muito ativa, mas apenas cinco furacões surgiram, sendo que a maioria ficou no oceano, sem chegar à terra, motivo de alívio para a região, que enfrenta anos de atividade intensa.

Os cientistas, na ocasião, não contavam com a rápida formação do fenômeno "El Niño", um reaquecimento do Oceano Pacífico, que tende a anular a atividade ciclônica no Oceano Atlântico.

Entrentanto, espera-se neste ano que o fenômeno entre em sua fase de resfriamento, quando surge o "La Niña", que provoca um efeito oposto nos furacões.

"Há alguma incerteza se La Niña se formará ou não, e se, caso aconteça, qual será o tamanho de sua força", afirmou Gerry Bell, metereologista do Centro de Prognósticos da NOAA.

"'La Niña' poderia se formar em um ou três meses. Caso 'La Niña' se forme, a atividade ciclônica provavelmente alcançará um nível maior do que o previsto ou ainda muito mais, se 'La Niña' se fortalecer", explicou Bell.

O especialista acrescentou que se o fenômeno não se formar, como se está em uma era de alta atividade ciclônica que pode durar até 40 anos, as condições estão dadas para uma temporada "acima do normal".

"É extremamente importante que as pessoas que vivem em áreas costeiras no leste e no Golfo (nos Estados Unidos), assim como no Caribe, estejam preparadas", declarou o diretor do Centro Nacional de Furacões (CNH), Bill Proenza. "Agora, é o momento... não quando a tempestade chegar".

O secretário de Segurança Interior, Michael Chertoff, avisou também a cidadãos e autoridades no nordeste do país, fora das tradicionais zonas de passagem de furacões, que vão da Flórida às duas Carolinas, para se prepararem para uma eventual catástrofe.

"É muito possível que haja um furacão mais ao norte, em áreas menos acostumadas a lidar com esse tipo de fenômeno", comentou Chertoff.

Os especialistas Philip Klotzbach e William Gray, da Universidade Estadual do Colorado, que fazem previsões sempre esperadas pela comunidade científica, devem relatar suas projeções ajustadas para os próximos dias, antes do início da temporada, em 1º de junho.

No entanto, em abril passado, previram a formação de 17 tempestades, entre as quais nove furacões, sendo cinco intensos.

Em 2005, foram quebrados todos os recordes para a atividade ciclônica, quando se formaram um total de 28 tempestades, sendo que delas saíram 15 furacões, entre os quais os mortíferos "Stan" (2.000 mortos na Guatemala) e "Katrina" (cerca de 1.500 mortos nos Estados Unidos).

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