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23/05/2007 - 13h24

Uma em cada seis espécies de mamíferos europeus corre risco de extinção

PARI S, 23 mai (AFP) - Uma em cada seis espécies de mamíferos corre risco de extinção na Europa, assim como 22% dos mamíferos marinhos, segundo a primeira avaliação global feita pela União Mundial para a Conservação da Natureza (UICN) a pedido da Comissão Européia.

Além disso, o estudo adverte que um quarto das populações de mamíferos está desaparecendo.

"A Europa abriga duas das espécies mais ameaçadas do mundo, o lince ibérico e a foca-monja do Mediterrâneo, as duas estão na lista das espécies em risco crítico", escreveu a União em um comunicado em que fez o alerta: restam apenas 150 linces ibéricos e de 350 a 450 focas-monjas.

Inversamente, 8% das espécies de mamíferos registraram um aumento populacional, como é o caso do bisão, que no começo do século XX estava ameaçado de desaparecer e agora conta 1.800 animais, graças a uma política de introdução e reintrodução, da Polônia a Belarus, passando por Ucrânia e Eslováquia.

O destino dos mamíferos marinhos é ainda mais alarmante. Além do risco de extinção de aproximadamente um quarto deles, a situação de quase a metade (44%) das espécies é desconhecida, disse a UICN, que teme que o risco de desaparecimento seja ainda maior.

Estima-se, ao contrário, que apenas 13% das espécies de aves estejam em perigo.

As principais ameaças que pesam sobre os mamíferos europeus se devem à deterioração de seu hábitat natural, ao desmatamento ou à seca das terras úmidas, a contaminação e, por último, a superexploração da pesca e da caça, segundo a UICN.

As espécies marinhas sofrem, sobretudo, com a poluição e a mortandade acidental causada pela pesca e as colisões de navios.

As espécies ameaçadas vivem em uma área que abrange dos Pirineus à Península balcânica, ao longo de todas as cadeias montanhosas.

Em virtude de uma diretriz européia, publicada em 1992, os estados-membros do bloco devem criar uma rede de espaços protegidos, conhecida como "Natura 2000", para deter a perda de biodiversidade antes de 2010.

A avaliação da UICN é divulgada um dia depois da publicação de um alerta preocupante da Convenção sobre Diversidade Biológica, por ocasião do Dia Internacional da Biodiversidade.

Segundo o documento, o aquecimento global ameaça de extinção os parentes selvagens de alimentos importantes, como batatas e amendoins.

Com eles o mundo perderá recursos genéticos vitais para resistir à seca e a pragas, afirmou o autor do estudo, Andy Jarvis, um geógrafo especializado em agricultura, radicado em Roma.

"É provável que a sobrevivência de muitas espécies esteja seriamente ameaçada, mesmo com as estimativas mais conservadoras a respeito da magnitude da mudança climática", disse Jarvis em um comunicado.

"Há uma necessidade urgente de coletar e armazenar as sementes dos parentes selvagens... antes que desapareçam", insistiu Jarvis. "Por enquanto, as coleções existentes só conservam uma fração da biodiversidade das espécies selvagens que estão lá fora". Segundo o estudo, realizado pelo Grupo Consultivo em Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR), os cientistas prevêem que nos próximos 50 anos pelo menos 30 espécies de amendoim selvagem e 12 espécies de batata selvagem estarão extintas.

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