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24/05/2007 - 14h31

Comissão Baleeira Internacional se reúne novamente dividida em dois blocos

Por Jean-Louis Santini=(INFOGRAFIA+FOTOS)= WASHINGTON, 24 mai (AFP) - A Comissão Baleeira Internacional (CBI), que se reúne de 28 a 31 de maio, em Anchorage (Alasca), se mantém dividida, em um momento em que o Japão continua com os esforços para conseguir o fim da moratória sobre a caça comercial de baleias, em vigor há 20 anos.

A reunião da CBI, que conta atualmente com 75 membros, foi precedida pelos trabalhos a portas fechadas do comitê científico da comissão, também reunido em Anchorage desde 7 de maio.

Este deve elaborar um relatório que será entregue à CBI em 28 de maio.

O objetivo a longo prazo do Japão é acabar com a proibição da caça comercial de baleias, mas esta questão não será especificamente discutida em Anchorage. Será apenas o pano de fundo das discussões, segundo o Fundo Internacional para a Proteção dos Animais (IFAW, na sigla em inglês), uma organização privada americana.

Para suspender a moratória é preciso uma maioria de três quartos dos votos, e o Japão e os outros países favoráveis a fazê-lo, como Noruega e Islândia, estão longe de obter um apoio deste tamanho.

Ao contrário, a batalha se concentrará na possibilidade de modificar algumas regras de funcionamento da CBI, o que requer uma maioria simples.

"Isto pode debilitar consideravelmente a ênfase da CBI" a favor da proteção das baleias, disse Nattrass.

Ele se declarou, no entanto, "otimista sobre as chances de obter uma maioria" favorável à proteção dos cetáceos, depois que vários países favoráveis a esta postura, sobretudo da América Latina, ingressaram recentemente na CBI. Mas é muito difícil prever o resultado das discussões, enquanto que a CBI parece dividida em dois blocos com peso similar, acrescentou a porta-voz.

Tóquio conseguiu no ano passado, na reunião anterior da CBI em Frigate Bay (São Cristóvão e Névis), obter uma maioria simples (33 votos a 32) a favor de uma resolução simbólica, julgando "não ser mais necessária" a moratória sobre a caça às baleias.

Para isto, o Japão conseguiu convencer vários pequenos países a apoiá-los, prometendo-lhes ajuda para sua pesca e outras formas de assistência, segundo as organizações de proteção dos cetáceos.

Segundo o IFAW, a reunião da CBI, no fim de maio, se centrará provavelmente em dois grandes temas.

Em primeiro lugar, na renovação das quotas para a caça "de subsistência", concedidas a cada cinco anos pela CBI às populações autóctones do Alasca e da Rússia.

O segundo grande tema será a demanda do Japão de obter autorização para caçar 50 baleias jubarte, com fins denominados de "científicos", em um santuário no Oceano Antártico.

Tóquio poderia colocar como condição a seu apoio à primeira proposta que Washington aceite apoiar seu pedido para autorizá-lo a caçar a baleia na costa japonesa.

Em uma conferência internacional celebrada em fevereiro passado, em Tóquio, o principal negociador japonês na CBI, Joji Morishita, pediu aos países contrários à caça de baleias que abram o diálogo, ao invés de sistematicamente rejeitar sem discutir as propostas dos países baleeiros.

O Japão mata mais de 1.200 cetáceos ao ano com um pretexto histórico, segundo o IFAW. A pesca controlada de baleias é autorizada pela CBI para pesquisa e preservação da espécie.

Em comparação, Noruega e Islândia caçam 600 e 30 cetáceos anuais, respectivamente.

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