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28/05/2007 - 17h40

Cientistas descobrem quatro novos genes vinculados com o câncer de mama

PARIS, 28 mai (AFP) - Cientistas anunciaram a descoberta de mais quatro genes relacionados com o câncer de mama, ampliando assim o panorama de um dos mais silenciosos assassinos entre as mulheres.

Até agora, só foram identificados cerca de 25% dos genes suspeitos de causar o câncer de mama genético. Com a descoberta, esse número deve ser aumentado em quatro por cento. Pesquisadores britânicos encontraram estes genes depois de examinar o DNA de aproximadamente 50.000 mulheres, metade delas saudável e a outra metade com câncer de mama. Características intrigantes no código genético do grupo com câncer de mama apontaram os novos vilões: defeitos nos genes chamados de FGFR2, TNRC9, MAP3K1 e LSP1.

Causas genéticas são responsáveis por entre 5% e 10% dos casos de câncer de mama. O restante se deve a fatores relacionados ao estilo de vida como o hábito de fumar e questões ambientais.

O estudo, publicado na revista científica britânica Nature, afirma ainda que defeitos nestes quatro genes são comuns na população.

A boa notícia, no entanto, é que os genes representam um risco relativamente baixo, o que significa que a mulher que tem o gene corre um risco comparativamente baixo de desenvolver câncer.

Por outro lado, os notórios genes vinculados ao câncer de mama, BRCA1 e BRCA2, são relativamente raros na população, mas as mulheres que os apresentam têm grande risco de desenvolver a doença.

Testes diagnósticos do BRCA1 e BRCA2 estão ajudando a salvar muitas vidas, já que eles alertam às mulheres que têm os genes a fazerem exames de mama regularmente.

A pesquisa feita por pesquisadores do Cancer Research do Reino Unido sugere ainda que, dado o baixo risco representado pelos recém-identificados genes e o fato de serem comuns, a realização de testes individuais pode ser inadequada.

Entretanto, "quanto mais destes genes de 'baixo risco' forem encontrados, torna-se possível desenvolver testes para uma combinação de genes", diz o texto. "Isto pode ajudar os médicos a tomarem decisões sobre prevenção, diagnóstico e tratamento para mulheres que herdaram defeitos em um ou mais desses genes", acrescenta.

O estudo ressalta ainda que ainda há muito para ser concluído a partir da descoberta destes quatro genes, especialmente sobre o momento em que podem reagir com outro gene ou com os fatores relacionados com estilo de vida para aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de mama em algumas mulheres.

O câncer de mama é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres, segundo dados de fevereiro de 2006 da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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