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28/05/2007 - 09h08

Programa sobre a morte de Lady Di provoca polêmica no Reino Unido

LONDRES, 28 mai (AFP) - A emissora de televisão britânica Channel 4 provocou uma forte polêmica esta segunda-feira por causa das imagens que pretende exibir, no dia 6 de junho, em um programa sobre o acidente de trânsito que matou a princesa Diana em 1997 em Paris.

O Channel 4 pretende exibir fotografias que mostram um médico administrando oxigênio à princesa de Gales, assim como um estudante tentando ajudar o guarda-costas de Lady Di, Trevor Rees-Jones, gravemente ferido.

No dia 31 de agosto de 1997 um acidente de carro em um túnel de Paris matou Diana, seu namorado Dodi Fayed e o motorista Henri Paul.

O programa "Diana: as testemunhas no túnel" também inclui entrevistas com os dois fotógrafos e as pessoas que presenciaram a batida.

A publicação ou exibição de tais imagens pela primeira vez na Grã-Bretanha gera polêmica quase dez anos depois da tragédia, apesar de vários meios de comunicação estrangeiros já terem difundido algumas fotograffias do mesmo tipo.

Para muitos, o programa ofenderia os príncipes William e Harry, filhos de Lady Di, em um momento delicado, pois coincide com os preparativos do décimo aniversário da morte de sua mãe.

Um porta-voz da residência real Clarence House foi contundente: "Eles têm sido muito claros na posição sobre este tema. Querem que sua mãe possa descansar em paz".

Quando no ano passado uma revista italiana divulgou fotografias do acidente, os príncipes afirmaram em um comunicado que a publicação deste tipo de material os afetava muito, seu pai - o príncipe Charles -, a família da mãe e todas as pessoas que a amaram e respeitaram.

O jornal Daily Mail menciona na primeira página o que considera um pisoteamento do túmulo de Diana e em um editorial afirma que o programa constitui "uma pornografía lasciva" baseada no desprezo.

Já o Daily Express afirma que a emissora de televisão tenta tirar um proveito macabro da morte.

A oposição conservadora britânica pediu a suspensão da exibição do programa, por considerar que o mesmo não atende ao interesse público.

Um porta-voz do Channel 4 afirmou que o canal não considera que estas imagens constituam uma invasão da vida privada de alguém, e sim que respondem "a um genuíno interesse público".

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