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28/05/2007 - 17h36

WWF pede ao G-8 e aos países emergentes que adotem eficiência energética

GENEBRA, 28 mai (AFP) - Os países mais industrializados e as principais economias emergentes do mundo precisam trabalhar juntos para implementar políticas de economia energética a fim de combater a mudança climática, afirmou nesta segunda-feira a organização ambientalista Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

A implementação da eficiência energética, com a conseqüente redução do custo ecológico das atividades humanas, é particularmente necessária nos setores de construção, transporte e eletricidade, informou o WWF em um relatório técnico.

Divulgado uma semana antes da cúpula do grupo dos oito países mais industrializados do planeta, na Alemanha, o documento instou ao G-8 e aos cinco maiores países emergentes - Brasil, Índia, China, México e África do Sul - que dupliquem suas realizações em eficiência energética a cada ano.

"Não há solução milagrosa para deter a perigosa mudança climática, mas a eficiência energética é a maior e mais acessível solução disponível para combater a crise atual", destacou no relatório o diretor do programa de mudança climática do WWF, Hans Verolme.

O documento "Tornando possível a eficiência energética: da potencialidade à realidade" diz que a indústria do transporte poderia fazer uma economia energética de 25% a 50%, e o setor de construção, de 30% a 45% até 2030.

A economia no setor de eletricidade poderia chegar a 45%, com contenções particularmente altas em China, Índia e Rússia, ressaltou.

Para conseguir esta economia, o WWF sugeriu, em particular, a implementação do isolamento em edifícios, o investimento em transporte público com eficiência energética e a adoção de medidas tributárias, como subsídios ou créditos para encorajar a indústria.

O documento afirma que os países do G-8 e os cinco maiores países emergentes deveriam fortalecer a cooperação ecológica no âmbito de fóruns multilaterais e bilaterais.

"No mundo globalizado e industrializado de hoje, os países precisam trabalhar mais diretamente com as economias em desenvolvimento, por exemplo, no desenvolvimento de padrões conjuntos de eficiência energética", disse Verolme.

Segundo o relatório, o G-8 e os cinco grandes emergentes são responsáveis por 85% das emissões mundiais de gases causadores do efeito estufa.

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