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31/05/2007 - 14h07

Comércio multimilionário de espécies protegidas em debate em Haia

Por Emmanuel Angleys=(INFOGRAFIA+FOTOS ARQUIVO)= PARIS, 31 mai (AFP) - Os maiores especialistas do mundo em fauna e flora se reúnem, a partir de 3 de junho, em Haia, para regulamentar o comércio internacional de espécies raras ou ameaçadas de extinção, um negócio que rende bilhões de dólares ao ano, sobretudo no mercado ilegal.

Mais de 2.500 representantes de 171 países debaterão 37 propostas para proteger as espécies no marco da CITES (Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas), mais conhecida como Convenção de Washington.

O comércio internacional de espécies selvagens rende entre 13 e 26 bilhões de dólares ao ano e afeta 350 milhões de espécies de plantas e animais.

Um terço da arrecadação vêm das vendas ilegais, uma atividade ilícita quase tão lucrativa quanto o narcotráfico.

Algumas espécies estão ameaçadas pela caça ilegal, outras pela exploração comercial indiscriminada, pela contaminação ou pelo desaparecimento de seu hábitat natural.

A CITES protege cerca de 33.000 espécies selvagens, que podem ser comercializadas para vários fins, sejam animais ou plantas vivos, dissecados, como peças de decoração, roupas e outros.

A comercialização das espécies ameaçadas de extinção é, a princípio, totalmente proibida e consta no anexo I da Convenção. As espécies comercializadas no limite de cotas estão no anexo II, e as espécies submetidas a regulamentação nacional e com controle internacional, no anexo III.

Esta conferência, que ocorre a cada 2 ou 3 anos, é organizada pela primeira vez num país europeu.

O elefante africano deve ser um dos principais tópicos da reunião, depois que vários países da região receberam autorização para vender "reservas existentes" de marfim.

A CITES proibiu o comércio internacional de marfim em 1989, mas autorizou Botsuana, Namíbia, Zimbábue e África do Sul a venderem regularmente o produto.

Botsuana pedirá autorização para exportar 40 toneladas na reserva. Quênia e Mali, ao contrário, pedem uma moratória internacional de 20 anos para preservar seus elefantes.

Enquanto entre 1930 e 1940 existiam em torno de 3 a 5 milhões de elefantes africanos, agora só restam entre 400.000 e 600.000.

A cada ano, 20.000 elefantes são abatidos ilegalmente.

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