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20/06/2007 - 11h39

Promotoria pede pena de morte para enfermeira búlgaras

TRÍPOLI, 20 Jun (AFP) - A promotoria pediu nesta quarta-feira uma confirmação da pena de morte contra cinco enfermeiras e um médico búlgaros condenados em um caso de contaminação com o vírus da Aids, que estão sendo julgado em apelação na Suprema Corte da Líbia.

O tribunal emitirá seu veredicto no dia 11 de julho.

Um funcionário da Fundação Kadhafi, envolvida nas negociações sobre o destino dos réus, afirmou nesta quarta-feira que uma solução para o conflito será anunciada na sexta-feira.

As enfermeiras Kristiana Valcheva, Nassia Nenova, Valia Cherveniachka, Valentina Siropulo e Snejana Dimitrova, assim como o médico Achraf Jumaa Hajuj, palestino naturalizado recentemente búlgaro, são acusados de ter inoculado deliberadamente o vírus da Aids em 438 crianças de Benghazi (1.000 km ao leste de Trípoli), o que provocou a morte de 56 delas.

Presos há oito anos, os réus, que alegam inocência, não estavam presentes na audiência desta quarta. Seus testemunhos são apoiados por especialistas internacionais, entre eles o co-descobridor do vírus da Aids, Luc Montagnier.

No entanto, seu destino depende das negociações entre a União Européia e a Líbia, conduzidas atualmente visando ao pagamento de indenizações às famílias das crianças contaminadas.

O porta-voz dessas famílias, Idriss Lagha, afirmou à AFP que um acordo com a UE deve ser concluído em menos de uma semana.

Este caso não apenas causa tensão nas relações entre Trípoli e UE, como também motiva uma grande mobilização internacional. O presidente George W. Bush chegou a pedir pessoalmente a libertação dos condenados.

afg/cn/fp

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