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04/07/2007 - 17h06

Grã-Bretanha reduz alerta terrorista de 'crítico' para 'grave'

LONDRES, 4 Jul 2007 (AFP) - A Grã-Bretanha reduziu nesta quarta-feira o nível de alerta terrorista, que estava no patamar máximo ('crítico') após a série de atentados frustrados em Londres e Glasgow. O governo trabalha com a hipótese de endurecer o controle de estrangeiros que procuram emprego no sistema nacional de saúde (NHS, na sigla em inglês).

No final da tarde, o Centro Conjunto de Análise de Terrorismo (JTAC, na sigla em inglês) abaixou o nível de alerta terrorista de 'crítico' para 'grave'. Tecnicamente, a mudança significa que o risco de um atentado era considerado 'iminente' e agora é uma ameaça 'muito provável'. O nível 'crítico' estava em vigor desde o último sábado.

"Não há dados que indiquem a iminência de um atentado", justificou a ministra do Interior, Jacqui Smith, ao anunciar a redução do alerta.

"O fato de reduzirmos o nível de alerta não significa, no entanto, que a ameaça tenha desaparecido. Continua real e séria", afirmou.

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown compareceu pela primeira vez à Câmara dos Comuns desde que assumiu o cargo no dia 27 de junho. Ele declarou ter pedido a Alan West, novo secretário de Estado encarregado dos assuntos de terrorismo, "uma investigação imediata sobre disposições a serem adoptadas em matéria de contratação no NHS".

Brown considerou "de vital importância" que os britânicos enviem "ao resto do mundo a mensagem de que permanecemos fortes, firmes e unidos frente ao terrorismo".

A redução do alerta coincide com a viagem de um investigador do departamento antiterrorista da Scotland Yard à Austrália para interrogar um médico detido no país, um dos oito suspeitos pelos atentados frustrados em Londres e Glasgow.

O policial irá interrogar Mohamed Haneef, um médico indiano de 27 anos preso no aeroporto de Brisbane com uma passagem só de ida para a Índia.

A justiça australiana prolongou por 48 horas sua detenção para que a Scotland Yard pudesse interrogá-lo. Haneef morou em Liverpool (noroeste da Inglaterra) antes de ir trabalhar na Austrália.

Outro médico, que também chegou de Liverpool, mas cuja nacionalidade não foi revelada, foi posto em liberdade pela polícia australiana antes de um eventual interrogatório.

As investigações, que avançam rapidamente, permitiram prender em poucos dias oito suspeitos: sete homens e uma mulher. Todos trabalhavam para o serviço de saúde britânico (NHS) como médicos ou funcionários, o que provocou grande comoção no ambiente médico do país.

Aparentemente, todos nasceram na Índia ou no Oriente Médio.

Um dos terminais do aeroporto de Heathrow foi parcialmente evacuado durante várias horas na terça-feira, provocando o cancelamento de mais de 100 vôos e atrasos.

É neste ambiente de grande tensão que a Grã Bretanha verá chegar o dia 7 de julho, quando os atentados que deixaram 56 mortos na capital inglesa completam dois anos.

As homenagens serão discretas, seguindo o desejo das famílias das vítimas, com o depósito de flores na estação de Kings Cross na hora dos ataques, na presença do prefeito de Londres, Ken Livingstone e seu colega parisiense, Bertrand Delanoe.

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