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19/08/2007 - 11h30

Partido no poder no Cazaquistão vence eleições denunciadas pela OSCE

ASTANA, 19 Ago 2007 (AFP) - O partido no poder no Cazaquistão, o Nur Otan, será o único representado no parlamento desta ex-república soviética, segundo os resultados das eleições legislativas de sábado, denunciados neste domingo pela Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) por não cumprimento dos padrões internacionais.

O presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, celebrou na madrugada deste domingo (hora local), com um show para 3.000 partidários em Astana, a vitória de seu partido.

Nur Otan conseguiu 88% dos votos nas legislativas.

Nazarbayev também celebrou a alta taxa de participação: "65% é o melhor resultado que vimos nas eleições parlamentares nos últimos anos".

A principal formação opositora, o social-democrata OSDP, não teria conseguido os votos suficientes para chegar aos 7% mínimos. Seu presidente, Kharmajan Tuyakbai, disse temer que "os resultados das eleições tenham sido novamente fraudados".

A OSCE, que enviou uma missão de observadores, denunciou que, apesar das eleições refletirem certos progressos, não cumpriram com um certo número de padrões internacionais.

Segundo a organização, a votação transcorreu com normalidade e o processo pré-eleitoral foi transparente, mas a apuração dos votos foi avaliada negativamente pelos observadores em mais de 40% dos colégios eleitorais visitados.

Desde 1991, nenhum dos processos eleitorais realizados no Cazaquistão foi reconhecido como livre e transparente pela comunidade internacional.

Estes resultados concedem ao Nur Otan a totalidade das 98 cadeiras parlamentares. As nove restantes serão entregues a outro órgão oficial, a Assembléia dos Povos do Cazaquistão.

A arrasadora maioria obtida pela formação no poder dissipa assim as esperanças de converter essas eleições num primeiro passo para a pluralidade e a democracia no país, conforme prometida pelas autoridades no poder durante a campanha eleitoral.

As autoridades, no entanto, asseguram que esta votação é um marco na democracia do país, argumentando que a convocação foi feita dois anos antes do previsto em conseqüência de uma série de reformas constitucionais para dar protagonismo à oposição.

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