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03/09/2007 - 18h52

Tribunal eleitoral nega planos de destituir presidente do Equador

QUITO, 3 Set 2007 (AFP) - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Equador negou nesta segunda-feira que esteja planejando destituir o presidente Rafael Correa, como o próprio Correa sugeriu, devido a uma sentença que puniu seu partido por supostas irregularidades no financiamento da campanha eleitoral.

O presidente do Tribunal, Jorge Acosta, considerou que o motivo das declarações de Correa é o clima anterior às eleições, no dia 30 de setembro, da Assembléia que redigirá uma nova Constituição para o país.

"Nenhum de nós, e creio falar em nome de todos os membros do Tribunal, se prestaria a um golpe técnico, jurídico e muito menos de Estado. Todos temos uma vocação democrática", disse Acosta.

No fim de semana, Correa alertou que a direita tenta destituí-lo através do TSE, denunciando que a sentença contra o movimento "Alianza País" se apoiou em um relatório elaborado por uma comissão de gasto eleitoral que, segundo o presidente, é controlado pelo partido do direitista Alvaro Noboa, que perdeu as eleições de 26 de novembro do ano passado.

Acosta minimizou a denúncia e afirmou que a sentença atende a critérios "técnicos e jurídicos corretos". "Toda a sanção provoca reações e estamos em período eleitoral, estamos em campanha, e creio que a isso se deve a reclamação do presidente", declarou.

O TSE impôs multa de cerca de um milhão de dólares à Alianza País e destituiu o governador da província de Guayas (sudoeste), Camilo Samán, ex-tesoureiro da campanha de Correa.

A corte acusou o movimento de ocultar informação sobre a origem dos recursos arrecadados, exceder-se no gasto eleitoral e de irregularidades nos registros contáveis, segundo o porta-voz Andrés León.

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