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05/09/2007 - 20h16

Ex-presos de Guantánamo sob risco de serem torturados em seu país (HRW)

WASHINGTON, 5 Set 2007 (AFP) - Dezenas de presos na base americana de Guantánamo temem ser devolvidos para seu país, informou nesta quarta-feira um relatório da organização dos Direitos Humanos Human Rights Watch (HRW), para os quais pede ao governo americano maior proteção.

Embora os Estados Unidos sempre tenham dito que não enviam um ex-suspeito de terrorismo de volta para seu país de origem antes de receber "garantias diplomáticas", para se assegurar de que não será maltratado, vários exemplos deixam claro que tais garantias não têm, necessariamente, valor, denuncia a HRW.

Cerca de 50 dos 355 detentos na base naval americana em Cuba "declararam a seus advogados que têm tanto medo de serem torturados ou maltratados, que não desejam voltar para casa", diz o texto.

Esses presos provêm de China, Argélia, Líbia, Tunísia e Uzbequistão, países que, como denunciam regularmente os próprios EUA, registram altos níveis de tortura.

Nos últimos meses, a Suprema Corte americana rejeitou os recursos de um detento líbio e, depois, de um argelino, que pediam aos juízes que impedissem sua repatriação.

Após denunciar, em março, o destino de sete russos que estiveram presos em Guantánamo e depois foram vítimas de agressões policiais, assim como de torturas, segundo alguns, a HRW menciona o caso de dois tunisianos, Abdallah Hajji e Lotfi Lagha. Após serem repatriados, em junho, eles teriam sido confinados, à espera de um julgamento.

De acordo com o advogado de Hajji, durante o isolamento, os policiais "o esbofetearam, ameaçaram-no de estuprar sua mulher, sacudiam-no sempre que dormia e o forçaram a assinar um papel, que não conseguiu ler, porque precisa de novos óculos".

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