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14/09/2007 - 21h56

CIA proíbe afogamento como técnica de tortura

WASHINGTON, 15 Set 2007 (AFP) - A CIA proibiu a polêmica técnica do "submarino" em seus interrogatórios, que consiste em sufocar parcialmente os detidos, revelou nesta sexta-feira a rede americana de notícias ABC.

Segundo a ABC, que explora fontes anônimas, o diretor da CIA, Michael Hayden, proibiu o "submarino" seguindo à recomendação do vice-diretor da Agência, Steve Kappes, e recebeu o aval da Casa Branca.

O "submarino" integrava a lista de técnicas de interrogatório autorizada pelo presidente George W. Bush em 2002.

De acordo com a ABC, a decisão foi tomada no ano passado, mas sem divulgação.

O porta-voz da CIA Mark Mansfield disse à AFP que a Agência "não comenta suas técnicas de interrogatório", mas garantiu que "tudo é conduzido legalmente".

Grupos de defesa dos direitos humanos e várias autoridades americanas, incluindo o senador republicano John McCain, qualificam a técnica do "submarino" de tortura.

"O submarino é uma forma de tortura. Estou convencido de que esta decisão não ajudará apenas nas técnicas de interrogatório, mas também para melhorar nossa imagem no mundo", disse McCain à ABC.

Segundo a ABC, no "submarino" o preso tem a cabeça mergulhada em um recipiente com água por algum tempo. Outra técnica, conhecida como "submarino seco", coloca um saco plástico na cabeça do interrogado para impedi-lo de respirar.

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