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27/09/2007 - 15h09

Ahmadinejad visita Venezuela e Bolívia, seus maiores aliados no continente

CARACAS, 27 Set 2007 (AFP) - O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, centro de uma controvérsia internacional por seu programa nuclear, realiza nessa quinta-feira uma visita relâmpago a seu colega venezuela, Hugo Chávez, seu principal aliado no continente, para lançar projetos energéticos conjuntos.

Durante a visita, a terceira desde que chegou ao poder em agosto de 2005, os dois presidentes colocarão a pedra fundamental de um complexo petroquímico binacional.

Irã e Venezuela, sócios na Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), assinaram convênios totalizando 8 bilhões de dólares em distintos setores econômicos, principalmente em termos de energia e petróleo.

Chávez é um apaixonado defensor do polêmico programa nuclear iraniano, indo contra a corrente das potências ocidentais, principalmente Estados Unidos.

Ahmadinejad também visita Bolívia para firmar acordos energéticos e industriais com o colega Evo Morales, em meio a uma forte controvérsia política com a oposição local, que já avisou: não aprovará nada relacionado à venda de urânio.

Pela lei boliviana, acordos internacionais devem ser ratificados pelo Congresso.

Os dois presidentes, cujos governos estabeleceram relações diplomáticas no início do mês em Teerã, devem assinar acordos nas áreas de energia e agroindústria, informação confirmada pelo vice-presidente boliviano, Alvaro García, que negou que os convênios incluam a exploração de urânio no país, como temem os partidos de oposição locais.

Ahmadinejad chegará à Bolívia acompanhado de uma delegação oficial de 35 pessoas, além da missão avançada que já está há dois dias no país acertando os últimos detalhes da visita.

Para Morales, as negociações entre Bolívia e Irã representam um importante estímulo para injetar recursos financeiros e tecnologia de ponta no processo de industrialização da exploração de suas reservas de gás, estimadas em 1,37 bilhão de metros cúbicos, a segunda maior da região depois da venezuelana.

Essa primeira aproximação do regime de La Paz com Teerã deixou preocupado o embaixador dos Estados Unidos na Bolívia, Philip Goldberg, reação compartilhada pelos partidos opositores Podemos (direita) e Unidade Nacional (centro-direita).

Goldberg se reuniu no final de semana com Morales na sede do governo e reiterou a política oficial de Washington de condenar o programa nuclear iraniano, além das reiteradas suspeitas de que Ahmadinejad ajude grupos terroristas.

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