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28/09/2007 - 12h09

França fará manifestação para denunciar as minas e as bombas de fragmentação

PARIS, 28 Set 2007 (AFP) - Montanhas de sapatos em 39 cidades francesas chamarão a atenção neste sábado para a ameaça das minas antipessoais e das bombas de fragmentação, que matam e mutilam principalmente civis, em uma ação organizada pela ONG Handicap International (HI).

Criada há 25 anos, a Handicap International atua em situações de emergência, em caso de conflitos ou catástrofes naturais, proporcionando socorro e assistência às populações vulneráveis, deslocadas ou refugiadas.

Uma de suas principais ações é o combate contra as minas antipessoais e as bombas de fragmentação. A organização foi uma das fundadoras da campanha internacional de proibição dessas armas, o acordo IBCL, que deu lugar ao Tratado de Otawa em 1997, iniciativa que lhe valeu o Prêmio Nobel da Paz nesse mesmo ano.

A Handicap International organiza neste sábado em 39 cidades francesas manifestações nas quais o público será convidado a trazer sapatos até um lugar público, com o objetivo de formar uma montanha que lembre os milhares de mutilados, principalmente crianças, devido às minas e às bombas de fragmentação.

As bombas de fragmentação são formadas por uma embalagem (uma bomba, um obus, um míssil ou um foguete) que contem dezenas ou centenas de mini-bombas que se espalham ao explodir.

Entre 5% e 30% destas minibombas não explodem, ficando espalhadas pelo chão, normalmente em zonas civis. Por seu aspecto exterior, podem ser confundidas com raízes alimentícias.

No sul do Líbano, em julho e agosto de 2006, mais de quatro milhões de mini-bombas foram lançadas por Israel. Ao terminar o conflito, mais de um milhão destas munições continuavam espalhadas por campos, escolas e casas.

Em maio deste ano, numa conferência sobre este tipo de armas realizada em Lima, os países da América Latina e da África se pronunciaram contra a utilização destas bombas diante dos 68 Estados que participavam do encontro.

Por outro lado, alguns países europeus, entre os quais a França, não se mostraram simpáticos a esta medida, defendiam a manutenção das reservas deste tipo de bomba e a exclusão das bombas "inteligentes" que, supostamente, só atuam contra objetivos militares das restrições de futuros tratados.

Entre 15.000 e 20.000 pessoais são vítimas por ano de uma mina ou uma bomba, 80% das quais são civis y 20% são crianças.

A Handicap International desenvolve também ações em seis países da América Latina, onde procura atingir outros objetivos de socorro e assistência em setores vulneráveis da população.

No Brasil, em associação com a ONG Vida Brasil, a HI promove ações para ajudar pessoas deficientes a terem acesso à vida urbana cotidiana. Para tanto, apóia ao grupo de carnaval Buscapé que reúne jovens varentes na cidade de Salvador, e trabalha na melhoria das condições de vida de pessoas deficientes na cidade de Fortaleza.

Na Guatemala, a HI trabalha em associação ao grupo Atlas Logística desde outubro de 2005, quando o furacão Stan devastou uma parte do país, deixando 38.000 vítimas.

Na Nicarágua, numa ação que tem ramificações até Honduras e El Salvador, a Handicap International trabalha na promoção dos direitos dos deficientes e na prevenção.

O braço belga da Handicap International trabalha também em Cuba desde 1998 para prover formação técnica e apoio financeiro para a fabricação de prótese.

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